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Diretora Anne Pinheiro Guimarães revela longa 100% filmado em Brasília

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Diretora Anne Pinheiro Guimarães revela longa 100% filmado em Brasília
Caio Barbieri

Diretora Anne Pinheiro Guimarães revela longa 100% filmado em Brasília

Reconhecida diretora de cinema no Brasil, Anne Pinheiro Guimarães está de volta a Brasília, cidade onde nasceu, para filmar seu novo projeto, Pequenas Criaturas, um longa que tem a atuação de Carolina Dieckmann, Caco Ciocler e Letícia Sabatella.

Durante entrevista ao GPS|Brasília , Anne compartilhou detalhes sobre a produção, suas inspirações e o que significa filmar na capital federal. A escolha de Brasília como cenário do filme está profundamente enraizada em suas memórias afetivas e experiências pessoais na cidade.

“Eu nasci em Brasília e morei aqui nos anos formadores da minha vida. Morei aqui dos nove aos quinze anos, que são os anos que ficam para sempre”, revelou a diretora.

Pequenas Criaturas é ambientado nos anos 1980 e acompanha uma mulher que se muda para Brasília com seus dois filhos e marido. Logo no início da trama, o marido parte para uma viagem de negócios, deixando a família sozinha para se adaptar à nova cidade.

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“É uma história sobre como cada membro da família, em idades e fases diferentes da vida, lida com essa mudança e a peculiaridade de Brasília”, explicou Anne.

A produção, que filmou durante um mês em várias locações da cidade, como Cine Drive In, superquadras e Parque da Cidade, conta com uma equipe de aproximadamente 150 pessoas, tornando-se uma produção de médio porte para os padrões nacionais. A produção de locação foi de Fernando Toledo .

“O título do filme já diz, ‘Pequenas Criaturas’. Não se presta a grandes sequências ou muitos figurantes. É uma Brasília mais vazia, dos anos 80”, destacou a diretora.

Brasília cinematográfica

Sobre a infraestrutura de Brasília para receber produções cinematográficas, Anne foi enfática. “Brasília está fervendo. Quando cheguei, me avisaram que havia seis produções acontecendo simultaneamente aqui. A cidade tem uma cena cultural muito forte e fomos super bem recebidos e apoiados”, disse. Ela também elogiou a arquitetura e os espaços cênicos da cidade, que considera perfeitos para contar a história do filme.

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Anne também comentou sobre suas origens e a transição de uma vida acadêmica para o cinema. “Eu sempre quis fazer cinema. Meu pai era da Embrafilme e diplomata, então morei na França e cresci em um ambiente onde a paixão pelo cinema era muito forte. Estudei História na Sorbonne, pois acreditava que isso me prepararia melhor para contar histórias”, disse.

As filmagens estão na reta final e a previsão de estreia de Pequenas Criaturas é para o próximo ano. Anne não descartou a possibilidade de retornar a Brasília para futuros projetos. “Depois dessa experiência, é claro. Brasília é um lugar que convida. A cidade está imensa e muito pujante”, afirmou.

Os brasilienses e fãs de cinema podem aguardar ansiosamente a estreia de “Pequenas Criaturas”, que promete trazer uma visão nostálgica e tocante da cidade nos anos 80. A diretora já adiantou que uma pré-estreia especial será realizada em Brasília.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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