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Descubra os 23 Patrimônios da Humanidade do Brasil reconhecidos pela Unesco

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Descubra os 23 Patrimônios da Humanidade do Brasil reconhecidos pela Unesco
Pedro Reis

Descubra os 23 Patrimônios da Humanidade do Brasil reconhecidos pela Unesco

O Brasil , famoso por suas belezas naturais e culturais, possui 23 Patrimônios da Humanidade reconhecidos pela Unesco , distribuídos por 17 estados do país. Esses locais, de valor inestimável, são protegidos e preservados para as gerações futuras, representando marcos históricos, culturais e naturais que enriquecem o patrimônio global.

Os Patrimônios da Humanidade são classificados pela Unesco em três categorias: Cultural, Natural e Misto. A primeira inclui monumentos, cidades e paisagens que representam o legado histórico e artístico de uma civilização. A segunda abrange as belezas naturais que possuem um valor excepcional para o planeta, enquanto o Patrimônio Misto se refere a locais que possuem características tanto culturais quanto naturais.

Patrimônios Culturais

Entre os bens culturais, a Cidade Histórica de Ouro Preto (MG) foi o primeiro local no Brasil a receber o título de Patrimônio da Humanidade, em 1980. Conhecida por suas ruas de pedra e arquitetura colonial, Ouro Preto foi palco de importantes eventos históricos, como a Inconfidência Mineira, e abriga obras de artistas renomados como Aleijadinho.

Ouro Preto - Crédito Pedro Vilela MTur
Ouro Preto | Foto: Pedro Vilela/MTur

Outro destaque é o Centro Histórico de Olinda (PE), que desde 1982 encanta visitantes com seus edifícios coloniais dos séculos 16 a 19 e fachadas de azulejos coloridos. A cidade, repleta de igrejas e monumentos históricos, proporciona uma viagem ao passado.

Olinda - Crédito Walber Moura MTur
Olinda | Foto: Walber Moura/MTur

No sul do Brasil, as Ruínas de São Miguel das Missões (RS) representam os vestígios das Missões Jesuíticas Guaranis, importantes para a evangelização durante os séculos 17 e 18. O sítio arqueológico, reconhecido em 1983, é um testemunho da presença jesuítica na América do Sul e ainda hoje encanta com suas esculturas sacras e shows de luzes noturnos.

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São Miguel das Missões - Crédito Jefferson Bernardes MTur
São Miguel das Missões | Foto: Jefferson Bernardes MTur

A capital baiana, Salvador (BA), é outro exemplo de Patrimônio da Humanidade. Reconhecida em 1985, Salvador guarda um rico acervo de edifícios religiosos e civis dos séculos 17 e 18, destacando-se como um importante centro cultural e histórico do país.

Salvador - Crédito Márcio Filho MTur
Salvador | Foto: Márcio Filho/MTur

Outro patrimônio de relevância é o Conjunto Urbanístico de Brasília (DF), o primeiro bem contemporâneo reconhecido pela Unesco, em 1987. A capital federal, planejada pelos visionários Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, é um ícone da arquitetura modernista e possui o maior território tombado do mundo.

Brasília - Arquivo MTur
Brasília | Foto: arquivo MTur

Patrimônios Naturais e Mistos

Além dos patrimônios culturais, o Brasil é agraciado com belezas naturais incomparáveis, como o Parque Nacional do Iguaçu (PR), onde se localizam as famosas Cataratas do Iguaçu, uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza. Este local impressiona por suas quedas d’água de tirar o fôlego e pela rica biodiversidade que abriga.

Outro destaque é o Pantanal (MT/MS), o maior bioma úmido contínuo do mundo, que foi reconhecido pela Unesco por seu ecossistema único e a vasta fauna e flora. É um destino imperdível para os amantes da natureza e da observação de aves.

Tuiuiú, ave típica do Pantanal - Crédito Flávio André MTur
Tuiuiú, ave típica do Pantanal | Foto: Flávio André/MTur

O Brasil ainda possui um patrimônio misto reconhecido pela Unesco: o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), que combina a beleza natural das formações rochosas com o valor arqueológico dos vestígios humanos mais antigos da América do Sul. Com suas pinturas rupestres, o parque é um mergulho na pré-história e um testemunho da ocupação humana de milhares de anos.

Cada um dos 23 Patrimônios da Humanidade no Brasil oferece uma experiência única, refletindo a diversidade e a riqueza cultural e natural do país. Desde cidades históricas até paisagens naturais deslumbrantes, o Brasil convida turistas e estudiosos a explorarem e preservarem esses tesouros.

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Os 23 Patrimônios da Humanidade no Brasil

  1. Cidade Histórica de Ouro Preto (MG) – Cultural
  2. Centro Histórico de Olinda (PE) – Cultural
  3. Ruínas de São Miguel das Missões (RS) – Cultural
  4. Centro Histórico de Salvador (BA) – Cultural
  5. Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG) – Cultural
  6. Brasília (DF) – Cultural
  7. Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) – Misto
  8. Centro Histórico de São Luís (MA) – Cultural
  9. Centro Histórico de Diamantina (MG) – Cultural
  10. Centro Histórico de Goiás (GO) – Cultural
  11. Praça São Francisco, em São Cristóvão (SE) – Cultural
  12. Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar (RJ) – Cultural
  13. Cais do Valongo (RJ) – Cultural
  14. Conjunto Moderno da Pampulha (MG) – Cultural
  15. Sítio Arqueológico Cais do Valongo (RJ) – Cultural
  16. Parque Nacional do Iguaçu (PR) – Natural
  17. Reservas da Mata Atlântica (SP/PR) – Natural
  18. Costa do Descobrimento (BA/ES) – Natural
  19. Complexo de Conservação da Amazônia Central (AM) – Natural
  20. Pantanal (MT/MS) – Natural
  21. Ilhas Atlânticas Brasileiras (PE/RN) – Natural
  22. Áreas Protegidas do Cerrado (GO/MG) – Natural
  23. Parque Nacional de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE/RN) – Natural

Com informações do Ministério do Turismo

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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