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Defesa Civil alerta para ventania e temporal em SP nesta sexta (17)

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Chuva deixa São Paulo em estado de atenção
Fernando Frazão/Agência Brasil – 14/03/2023

Chuva deixa São Paulo em estado de atenção

A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta para possibilidade de chuva com rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h entre sexta-feira (17) e domingo (19). Além disso, uma frente fria deve chegar ao estado, segundo previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

As rajadas, de acordo com o CGE, devem variar entre 60 e 80 km/h, mas as chuvas podem chegar a 100 km/h. A Climatempo também aponta para o mesmo risco, mas com chances de raios e queda de granizo.

O fenômeno pode fazer com que haja mais transtornos no fornecimento de energia elétrica. Na última semana, moradores de diversos pontos de São Paulo chegaram a ficar sem luz por quase uma semana após uma tempestade atingir a capital paulista. Na noite dessa quarta (15), o problema voltou a se repetir em alguns bairros da cidade.

Após marcar algumas das temperaturas mais altas já registradas nesta semana, a previsão é que as máximas tenham queda nos próximos dias.

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O Instituto Meteorológico Nacional (Inmet) também emitiu alerta de “grande perigo” para chuvas intensas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina ao longo desta sexta. Os estados devem registrar chuvas acima de 100 km/dia e ventos superiores a 100 km/h, além de descargas elétricas, queda de granizo e enxurradas, que podem ocorrer nas porções mais ao norte do RS e sul de SC.

O Inmet também citou que há “grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário”,

Nos dois estados, as chuvas intensas tiveram início entre quarta (15) e quinta (16), já tendo causado estragos e pelo menos uma morte. No Rio Grande do Sul, uma mulher de 26 anos morreu após o teto de um ginásio desabar durante um temporal em Giruá. Além disso, outras 60 pessoas ficaram feridas na última quarta.

Os danos na cidade, no entanto, ainda estão sendo contabilizados, segundo a Defesa Civil do RS.

Já em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros informou ter feito 167 atendimentos em 49 municípios devido a ocorrências relacionadas às chuvas no Alto Vale do Itajaí.

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A maioria dos casos dessa quinta eram de pessoas que ficaram ilhadas com os temporais, entre elas, crianças em creches, especialmente em São Miguel do Oeste e Joaçaba.

As chuvas mais intensas, porém, ainda são esperadas entre sexta e sábado (18), de acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina.

Cancelamento de contrato com a Enel

Nessa quinta, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que interrompa o contrato de concessão com a Enel. A empresa passou a ser responsável pela energia da capital paulista e de outros 23 municípios na região metropolitana em 2018.

“Não é só por conta dessas chuvas que aconteceram no dia 3 de novembro. A gente já vinha há muito tempo discutindo com a Enel uma série de questões”, explicou.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel também está em curso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ela tem o objetivo de investigar irregularidades da empresa e as causas do apagão que atingiu São Paulo por quase sete dias no início do mês.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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