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Defesa Civil alerta para risco de enchentes em SP; saiba como agir

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Alagamento no Paraná
Defesa Civil do Paraná – 30/11/2022

Alagamento no Paraná

Fortes chuvas devem atingir o estado de São Paulo neste fim de semana. A Defesa Civil emitiu um alerta que vale até este sábado (25), já que a passagem de uma frente fria vai criar condições para temporais, seguidos por raios, granizo e rajadas de vento entre 40 km/h e 80 km/h.

Os acumulados de chuva na região metropolitana de São Paulo devem chegar a 175 milímetros. De acordo com a pasta, também há chances de alagamentos e transbordamentos de rios e córregos.

Veja algumas dicas da Defesa Civil sobre como agir em situações de alagamento:

  • Em caso de inundação, a elevação do nível da água ocorre rapidamente, dessa forma, o ideal é procurar um terreno ou andar mais alto para se abrigar;
  • Não ande ou dirija em áreas de alagamento. Entrar nessas águas pode levar a ferimentos, doenças ou até mesmo à morte;
  • Procure um lugar alto para estacionar;
  • As águas de inundação são pesadas e violentas, mesmo sabendo nadar, não se arrisque em travessias. Segundo a pasta, somente 15 cm de água em movimento pode derrubá-lo, e 30cm de água podem arrastar um veículo;
  • Caso esteja fora de casa, mas em um lugar seguro, como escola ou empresa, premaneça no local e avise seus familiares que está em segurança.
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O que fazer antes, quando já se sabe do risco de alagamento?

  • Defina um local seguro para se abrigar;
  • Guarde documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados e coloque-os em local protegido;
  • Tente deixar móveis, eletrodomésticos, produtos de limpeza e alimentos fora do alcance da água;
  • Desconecte aparelhos elétricos da tomada;
  • Caso seja necessário abandonar a residência, feche as portas e janelas da casa para evitar a entrada de escombros ou animais peçonhentos;
  • Quando evacuar a residência, também feche os registros de água, gás e, se possível, acione a companhia elétrica para desligar a eletricidade do local;
  • Lembre-se de garantir a segurança dos animais de estimação.


Como agir depois da enchente?

  • Não retorne para casa até que as águas baixem e o caminho esteja seguro;
  • Ao retornar, procure por trincas e estufamento nas paredes, para verificar se a residência não corre risco de desabar;
  • Remova a lama e o lixo do chão, das paredes, dos móveis e utensílios;
  • Lave e desinfete objetos que tiveram contato com a água;
  • Os alimentos e bebidas que tiveram contato com as águas da inundação devem ser descartados por risco de contaminação;
  • Não use ou ligue equipamentos elétricos que tenham sido molhados;
  • A limpeza deve ser feita após as águas baixarem, com o uso de botas e luvas de borracha;
  • Tenha certeza de que animais peçonhentos não estão escondidos na residência.
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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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