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Corinthians e Fluminense empatam no “Clássico Silvio Santos”

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Corinthians e Fluminense empatam no “Clássico Silvio Santos”
ESTADÃO CONTEÚDO

Corinthians e Fluminense empatam no “Clássico Silvio Santos”

O Corinthians ficou no empate por 0 a 0, neste sábado, com o Fluminense, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã, no Rio. O jogo marcou o encontro dos dois times para os quais Silvio Santos torcia, exatamente no dia que o apresentador morreu, aos 93 anos. O perfil oficial do Brasileirão anunciou a partida como “Clássico Silvio Santos”. Carioca, o apresentador era torcedor do Fluminense e deu voz a uma marchinha que de nome “Coração Corinthiano”.

O cenário da equipe paulista era mais preocupante que o vivido pelos tricolores, que estão abaixo na tabela, porém têm uma partida a menos. Com o resultado, o Corinthians fica fora da zona de rebaixamento, em 16º, com 22 pontos, mas ainda pode terminar a rodada na degola, caso o Vitória pontue contra o Cruzeiro. Já o Fluminense amarga a 18ª posição, com 21.

O time de Ramón Díaz volta a campo na terça-feira, pela Copa Sul-Americana, contra o Red Bull Bragantino, às 21h30, na Neo Química Arena. No confronto de ida, a equipe venceu por 2 a 1. O Fluminense recebe o Grêmio, pela Libertadores, e precisa reverter o placar de 2 a 1 para os gaúchos na ida.

O primeiro tempo teve como momento mais marcante o minuto de silêncio a Silvio Santos. Imagens do maior nome da TV brasileira foram exibidas no telão, e o sistema de som do Maracanã tocou “Silvio Santos vem aí”, antes de os times entrarem em campo.

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Já com a bola rolando, os times tinham dificuldades para atacar. Ambas as defesas estavam bem postadas. A equipe paulista buscou fazer marcação pressão, mas não manteve a intenção por mais que 20 minutos, precisando compactar-se no campo de defesa.

Ainda assim, o Corinthians foi quem teve chances melhores, conseguindo chegar a área tricolor. Matheuzinho teve boa oportunidade, mas errou o cruzamento. Pedro Raul chegou conseguir finalizar em outro lance, mas sem sustos para o goleiro Fábio.

Do lado carioca, a primeira chegada perigosa foi aos 32 minutos. O lateral Samuel Xavier fez um movimento de ponta cortando para dentro e conseguindo uma finalização frontal. Hugo defendeu sem grande dificuldade.

O Fluminense, treinado por Mano Menezes, mas com o auxiliar Sidnei Lobo neste sábado, é um completo oposto do time então comandado por Fernando Diniz. A prioridade é impedir infiltrações do adversário e buscar contra-ataques rápidos, sem preocupação em valorizar a posse de bola. Sem Ganso, a equipe não encontrava espaços na linha de três zagueiros do Corinthians

Entretanto, a equipe passou a adaptar-se com o que tinha em campo. Próximo do fim do primeiro tempo, Alexsander encontrou Kauã Elias, que obrigou Hugo a fazer grande defesa após cabeceio

No segundo tempo, o Corinthians conseguiu chegar ao gol. Mais por erro de Samuel Xavier, porque não houve nenhum mérito do time de Ramón Díaz. Matheus Bidu encontrou Charles, que finalizou para o gol. O árbitro Bráulio da Silva Machado, porém, sinalizou corretamente falta na origem da jogada.

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Com exceção desse lance, o Fluminense conseguiu sair melhor para o jogo, ainda que sem sucesso. No modo defensivo, o time carioca forçou erros corintianos no meio, principalmente após a saída de Garro.

O último lance teve também a chance derradeira do Fluminense na partida. Samuel Xavier cruzou para Lima, que dominou, mas furou no chute. Na partida transmitida pelo Premiére, em que ambos os times ficaram com o empate, ganhou quem sintonizou no SBT e pôde acompanhar a reprise de um especial de 85 anos de Silvio Santos

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE 0 X 0 CORINTHIANS

FLUMINENSE – Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva, Ignácio (Thiago Santos) e Esquerdinha (Keno); André, Bernal (Nonato), Alexsander e Lima; Isaac (Serna) e Kauã Elias (John Kennedy). Técnico: Sidnei Lobo (auxiliar).

CORINTHIANS – Hugo Souza; Cacá, André Ramalho e Félix Torres (Igor Coronado); Matheuzinho, Ryan, Charles, Garro (Wesley) e Matheus Bidu (Hugo); Talles Magno (Giovane) e Pedro Rau l(Pedro Henrique). Técnico: Ramón Díaz.

CARTÕES AMARELOS – Charles, Ryan e Ramón Díaz (Corinthians), André e Samuel Xavier (Fluminense).

ÁRBITRO – Bráulio da Silva Machado (SC).

RENDA – R$ 1.165.421,50.

PÚBLICO – 30.475 presentes.

LOCAL – Maracanã, no Rio.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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