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Coreia do Norte voltou a lançar balões com lixo pela fronteira, afirma Seul

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Coreia do Norte voltou a lançar balões com lixo pela fronteira, afirma Seul
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Coreia do Norte voltou a lançar balões com lixo pela fronteira, afirma Seul

A Coreia do Norte está enviando mais balões carregados de lixo em direção à Coreia do Sul , disseram autoridades nesta quinta-feira, 5, no mais recente episódio ao estilo de Guerra Fria entre os rivais. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse ter detectado balões lançados da Coreia do Norte na manhã desta quinta-feira, após lançamentos na noite anterior. Segundo eles, o Norte voltou a soltar balões na noite de quinta-feira.

Desde maio, a Coreia do Norte enviou milhares de balões em direção à Coreia do Sul para despejar substâncias como papéis de lixo, retalhos de pano, pontas de cigarro e até esterco, como retaliação contra ativistas civis sul-coreanos que lançam folhetos de propaganda anti-Coreia do Norte pela fronteira. A Coreia do Norte é extremamente sensível a qualquer crítica externa à sua liderança autoritária e ao seu líder da terceira geração, Kim Jong Un.

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O Estado-Maior Conjunto disse que a Coreia do Norte lançou cerca de 420 balões desde a noite de quarta-feira até a manhã de quinta-feira e que cerca de 20 deles foram encontrados até agora na capital sul-coreana, Seul, e na província vizinha de Gyeonggi Eles disseram que os balões que caíram estavam cheios de resíduos de papel, garrafas plásticas e outros tipos de lixo, mas não continham materiais perigosos.

O Estado-Maior Conjunto informou que a Coreia do Norte lançou outro conjunto de balões em dois eventos separados na quinta-feira. As autoridades aconselharam as pessoas a notificarem a polícia ou o exército se encontrarem balões caídos – também recomendaram não tocarem neles. Nenhum dano significativo foi relatado imediatamente.

Um fotojornalista da Associated Press avistou vários conjuntos de balões brancos, que estavam amarrados em pares, flutuando acima da área fronteiriça intercoreana a partir de um observatório na cidade sul-coreana de Paju, na manhã desta quinta-feira.

O governo da cidade de Seul emitiu alertas por mensagem de texto na noite de quarta-feira, 4, à medida que os balões norte-coreanos começaram a aparecer sobre o território sul-coreano, aconselhando as pessoas a permanecerem em ambientes fechados e a tomarem cuidado com objetos caindo do céu.

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O lixo carregado por pelo menos um balão norte-coreano caiu no complexo presidencial sul-coreano em julho, levantando preocupações sobre a vulnerabilidade das instalações-chave sul-coreanas. As autoridades disseram que o balão não continha material perigoso e ninguém se feriu.

Em resposta aos balões norte-coreanos, a Coreia do Sul reativou seus alto-falantes na linha de frente para transmitir mensagens de propaganda e músicas de K-pop em direção ao Norte. As campanhas de represália estão aumentando as tensões, alimentadas pelas crescentes ambições nucleares da Coreia do Norte e pela expansão dos exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul com os Estados Unidos.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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