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Contraponto ao Black Friday, Dia de Doar se fortalece no Brasil

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A iniciativa estimula a generosidade por meio da conexão de pessoas
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A iniciativa estimula a generosidade por meio da conexão de pessoas


Com o objetivo de incentivar essa cultura no país, o “Dia de Doar” surgiu como um contraponto ao consumismo envolvendo a Black Friday . A iniciativa estimula a generosidade por meio da conexão de pessoas com causas socioambientais. Nesta edição de 2023, campanhas foram confirmadas em pelo menos 90 cidades brasileiras.


Esse exercício do desprendimento em prol dos outros é verificado em vários segmentos de campanhas específicas, entre elas de bicicletas no Paraná até o de óvulos promovido pela Associação Brasileira de Apoio à Fertilidade. No site do programa é possível encontrar a lista de campanhas comunitárias que já foram realizadas no país, saber como liderar uma e até um modelo de projeto de lei para municípios que quiserem formalizar a celebração desta data. Para consultar todas as campanhas participantes, acesse o link www.diadedoar.org.br

A edição do ano passado movimentou, somente na plataforma eletrônica, mais de R$ 4,5 milhões, engajando 28 milhões de pessoas através das redes sociais, assim como empresas que usaram suas estruturas para angariarem fundos para as campanhas.

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Como surgiu a data?

O Dia de Doar faz parte de um movimento mundial chamado #GivingTuesday. A iniciativa aconteceu pela primeira vez nos Estados Unidos, em 2012, e é realizada sempre na terça-feira após o Dia de Ação de Graças ( Thanksgiving ), uma resposta solidária à Black Friday e à Cyber Monday.

No Brasil, a primeira edição foi em 2013 e, no ano seguinte, o país entrou oficialmente no movimento global. Liderado pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), o projeto conta com apoio do Movimento Bem Maior e do Morro do Conselho Participações.

Pesquisa do Instituto Ayrton Senna

Em 2022, as doações individuais para ONGs e projetos socioambientais atingiram um notável montante de R$ 12,8 bilhões. Em razão desta data, o Instituto Ayrton Senna divulga um estudo que reforça a importância das causas sociais. Segundo a sondagem, o “O Dia de Doar” é um convite a sociedade para apoiar causas. Essa mobilização é fundamental pois fortalece o terceiro setor, gera impacto positivo e torna o país um lugar mais generoso e solidário.

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“Cada ação conta, cada doação faz a diferença”, disse Sara Meneghine, Gerente-Executiva de Comunicação e Marketing do Instituto Ayrton Senna.

A 4ª edição da Pesquisa Marketing de Causa, realizada em parceria entre o Instituto Ayrton Senna, Ipsos, Cause e ESPM, aponta que 59% dos brasileiros acreditam que as empresas ainda não agem o suficiente em questões sociais e ambientais. Os consumidores se mostram cada vez mais preocupados com o engajamento das organizações. Outro ponto de destaque desse estudo é a crescente insatisfação da geração Z com esse comportamento, refletindo no fato que 34% dos jovens consideram que as organizações não tomam atitudes em pautas urgentes.

O estudo aponta que ainda existe um caminho a se trilhar para avançarmos com a cultura da doação no país. Seja por meio de doações financeiras, bens ou voluntariado, agir em prol de causas essenciais é um catalisador fundamental para impulsionar o trabalho das organizações e promover um país mais justo e solidário.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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