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Chuvas no RJ: governo estadual anuncia medidas para minimizar estragos

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Cláudio Castro esteve em reunião com o Comitê Permanente de Chuvas para falar de como minimizar estragos causados nesse fim de semana no estado
Divulgação redes sociais / Governo RJ

Cláudio Castro esteve em reunião com o Comitê Permanente de Chuvas para falar de como minimizar estragos causados nesse fim de semana no estado

O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), esteve em uma reunião com o Comitê Permanente de Chuvas do governo nesta segunda-feira (15) para falar das medidas que estão sendo implementadas para minimizar os estragos das chuvas desse fim de semana no estado.

Medidas emergencias

De acordo com informações divulgadas pelo governo do estado do RJ, a limpeza das ruas, o auxílio à população por meio do Cartão Recomeçar e a busca por recursos para obras essenciais aos municípios fluminenses estão entre as prioridades neste momento.

O Corpo de Bombeiros do RJ entra na operação com 2,4 mil militares para darem suporte com drones, aeronaves, cães farejadores e especialistas em resgate em estruturas colapsadas.

Desde sábado (13) os bombeiros fizeram 268 salvamentos, sendo 118 na cidade do Rio de Janeiro, 79 em Belford Roxo, 45 em Nova Iguaçu, 11 em Mesquita, 7 em Nilópolis, 4 em São João de Meriti, 2 em Seropédica e 2 em Duque de Caxias.

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Ainda sobre as medidas adotadas para auxiliar a Baixada Fluminense mais de 50 máquinas foram enviadas pela Secretaria de Infraestrutura. Entre elas, retroescavadeiras e caminhões para trabalhar com as prefeituras.

Reparo na BR-040 e reetabelecimento de energia

Entre as medidas de reparo que dependem de outros órgãos, o governo do RJ pretende notificar a ANTT e o Ministério dos Transportes para resolver a situação da BR-040. Além disso, a equipe de Cláudio Castro diz que vai mover uma ação contra a Concer, concessionária que administra o trecho.

Na reunião, também ficou estabelecido que a Litght, empresa fornecedora de energia elétrica, deverá reestabelecer o fornecimento de energia nas regiões afetadas.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social distribuiu entre as cidades afetadas 8,4 mil refeições, 1,7 mil unidades de garrafas e copos d’água, mais de 2,5 mil fardos de água, 2,5 mil cestas básicas, 450 colchões, 2,1 mil insumos entre kits de higiene pessoal e limpeza e 150 kits de enxoval.

Auxílio na Baixada Fluminense

Segundo o governo estadual, uma série de medidas estão em andamento na região. Entre elas:

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– Envio nesta segunda-feira (15) à Nova Iguaçu de mais 500 cestas básicas, 167 fardos de água, 100 kits de limpeza, 100 kits de higiene e 100 colchões;

– Para Duque de Caxias, foi enviada um retroescavadeira para ajudar na desobstrução de uma área do canal do Caboclo;

– Também já foram distribuídas 1,4 mil refeições na cidade, e serão preparadas mais 2 mil para serem liberadas;

– No Restaurante do Povo do município, foi montado um centro de preparo e distribuição de refeições aos pontos de atendimento dos desabrigados montados nas cidades;

– Em Belford Roxo, foram entregues 180 fardos de água e 100 colchões. Serão enviados ainda mais 900 cestas básicas, 500 fardos de água, 150 kits de limpeza, 500 kits de higiene e maquinário;

– Para Queimados, foram disponibilizados 3 minis escavadeiras, 3 retroescavafeiras e serão entregues hoje (15) mais 100 cestas básicas e 50 kits de limpeza;

– Em São Gonçalo, o governo está atuando junto ao consórcio das obras do MUVI para a recuperação dos tubos levados pelas chuvas. O consórcio vai ressarcir as pessoas afetadas dentro de 15 dias.



Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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