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Chuvas em SP elevam risco de deslizamentos; veja como se proteger

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Chuva deixa São Paulo em estado de atenção
Fernando Frazão/Agência Brasil – 14/03/2023

Chuva deixa São Paulo em estado de atenção

O deslocamento de uma frente fria aumentou as chances de chuva forte no estado de São Paulo desde essa sexta-feira (12) até o fim de semana, informou a Climatempo. Os temporais também devem atingir o leste do Paraná, o estado do Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais.

As tempestades elevam o risco de deslizamentos em morros, que podem levar a desabamentos de residências e até mesmo a soterramentos, alerta a Defesa Civil de São Paulo. Conforme o órgão, há condições para temporais, seguidos por raios e intensas rajadas de vento, que colocam a região em alerta.

As chuvas ainda aumentam o risco de alagamentos, enchentes e ocorrências relacionadas a descargas elétricas e ventos fortes.

A Defesa Civil alerta que a população evite as chamadas áreas de risco, que são as:

  • Formadas por construções irregulares nas encostas, com corte e aterros incompatíveis com o tereno;
  • Com acúmulo de lixo nas partes mais altas;
  • Com desmatamento;
  • E que obstruem os caminhos das águas.
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Quando ficar alerta para o risco de deslizamento?

🚪 Se as portas ou janelas empenarem ou emperrarem de repente;

🚨 Caso note rachaduras novas em casa ou se as antigas se alargarem;

🏠 Se as paredes externas e calçadas começarem a se afastar do prédio;

🌳 Se perceber inclinação em cercas, muros, postes e árvores;

💦 Se aparecer água e protuberâncias na base da encosta;

🏡 Prestar atenção em sons incomuns, como árvores quebrando, pois podem indicar movimentação do terreno.

Como agir diante de uma situação de deslizamento?

🏃 Ao perceber fendas, rachaduras nas paredes ou qualquer outro sinal de deslizamento, abandone o local imediatamente e procure um abrigo fora da área de risco;

👋 Não ignore uma ordem de evacuação das autoridades;

💤 Tente se manter acordado ao perceber sinais. De acordo com a Defesa Civil, muitas das mortes por deslizamentos de terra acontecem enquanto as pessoas estão dormindo;

🌊 Nunca atravesse uma via com água ou lama com deslizamento fluindo;

🌉 Nunca atravesse uma ponte se notar um fluxo de deslizamento se aproximando;

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📰 Fique atento às notícias locais para obter informações sobre possíveis desastres e instruções;

📲 Informe a Defesa Civil pelo número 199. Caso deseje receber alertas do órgão, basta se cadastrar gratuitamente enviando o CEP da residência de interesse por SMS para o número 40199.


Como evitar deslizamentos?

  • Não construa casas perto de barrancos ou encostas desmatadas;
  • Plante grama e capim nas encostas do terreno para que as raízes penetrem no solo e evitem possível desmoronamento;
  • Não plante árvores grandes, como bananeiras ou mamoeiros, pois elas acumulam muita água no solo e podem levar a deslizamentos;
  • Não faça cortes e aterros nas encostas para não enfraquecer o terreno;
  • Não jogue lixo nas encostas, já que os detritos acumulam água, ficam pesados e podem arrastar o solo junto caso escorreguem;
  • Instale canaletas ou tubos para fazer o escoamento de água;
  • Observe se há inclinação anormal de árvores, postes ou muros; rachaduras, trincas ou saliências no chão e paredes; e se a água se apresenta mais barrenta que o normal.

Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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