BRASIL

Católicos colorem a Esplanada com os tapetes eucarísticos neste Corpus Christi

Publicado em

Católicos colorem a Esplanada com os tapetes eucarísticos neste Corpus Christi
Agência Brasília

Católicos colorem a Esplanada com os tapetes eucarísticos neste Corpus Christi

Fiéis católicos de várias partes do Distrito Federal se reuniram para a confecção dos tapetes com imagens que relembram o sacramento da eucaristia, nesta quinta-feira (30), no canteiro central da Esplanada dos Ministérios. Os tapetes são uma tradição de Corpus Christi e atrai religiosos, curiosos e turistas que estão na capital. Ao contrário do que muitos pensam, a data não é um feriado nacional, mas sim ponto facultativo tradicional no País.

Os tapetes começaram a ser confeccionados às 6h da manhã e é uma tradição de origem portuguesa, trazida para o Brasil na época da colonização. O trabalho artístico remonta a chegada de Jesus Cristo em Jerusalém, quando seguidores cobriram seu caminho com ramos e tapetes.

“Essa é uma festa muito importante para a gente, que é a eucaristia. Com o passar do tempo, a igreja foi olhando para essa solenidade com muito amor. A eucaristia é a centralidade da nossa fé. A temática dos tapetes é sempre a eucaristia. A montagem já é uma oração. É um momento de renovação da fé, de agradecer a Deus e reverencia-lo com o nosso trabalho. Para a gente, a eucaristia não é apenas um pão, é Jesus Eucarístico” , explicou Cássia Renata, 31 anos, da Congregação Apóstola do Sagrado Coração de Jesus.

O material utilizado nos tapetes é serragem de várias cores . Cada igreja é responsável pela confecção. “Venho de uma família católica e meus pais sempre participaram desse evento. É importante estar aqui porque a gente acaba aumentando nossa espiritualidade, além de fortificar laços e amizades com a comunidade. Para a confecção dos tapetes, a gente utilizou tinta para tecido, serragem, palha de arroz, sal e borra de café” , detalha Bárbara Leal, 22 anos, estudante de marketing e moradora de Vicente Pires.

Leia Também:  Novo ‘Mad Max’ chega aos cinemas; saiba a ordem cronológica dos filmes

O evento conta com a participação de muitas famílias, jovens e crianças. O estudante André Bandeira, 11 anos, que mora no Jardins Mangueiral, teve sua primeira experiência na celebração. “Esse é meu primeiro dia e eu já adorei tudo que a gente fez aqui. A gente pega os ingredientes e coloca a mão na massa. A gente fez uma hóstia. Vamos celebrar Jesus que vai passar pelo nosso tapete” , disse.

Além da celebração, cada fiel presente traz sua motivação para estar no festejo. “É uma tradição na nossa família de todos os anos vir e trazer nossos filhos para valorizar o que a nossa juventude faz com o que Deus nos deixou de legado nas nossas vidas. É importante passar esses valores porque tanto os meus pais como os pais da minha esposa já tinham essa tradição de vir. Estamos passando para os nossos filhos cidadania e principalmente espiritualidade e é importante para nossa saúde mental. Estar aqui também é valorizar a cidade. Brasília é um museu a céu aberto” , defendeu o militar Ney Mota, 50 anos, que esteve presente com a esposa e os dois filhos e vieram do Noroeste.

Corpus Christi é celebrado também por algumas igrejas Anglicanas, mas não por católicos ortodoxos e evangélicos.

Leia Também:  Trânsito muda neste domingo (28), para a Corrida do Fogo

Trânsito
Para a realização do evento, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), fez interdições em vias da Esplanada do Ministérios a partir das 23h59 de quarta-feira (29). Nesse horário, foram interditados os acessos aos blocos A e B da Esplanada dos Ministérios. A via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República, também está fechada, sendo reservada para o estacionamento de táxis.

Os agentes do Detran-DF ainda fizeram o bloqueio de três faixas das vias N1 e S1, do Eixo Monumental, próximas ao canteiro central, no trecho do quadrante em frente à Catedral. As demais faixas permanecerão liberadas para o tráfego de veículos. Nesta quinta-feira (30), a partir das 14h, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também interdita a via S1, na altura da Catedral. O tráfego de veículos da S1 foi desviado para a via L2 Sul. Já os veículos que vem da L2 Sul em direção à Esplanada seguirão para o Buraco do Tatu.

A partir das 18h, em razão da procissão dos fiéis, a via N1 será fechada para o tráfego de veículos. A interdição ocorre nos acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela via L4, e na altura do bloco K da Esplanada dos Ministérios. A previsão é que a abertura das vias ocorra por volta das 21h.

The post Católicos colorem a Esplanada com os tapetes eucarísticos neste Corpus Christi first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Durante homenagem a Caio Bonfim, GDF anuncia reforma de estádios

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Teto de juros do consignado do INSS cairá para 1,66% ao mês

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA