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Carlos Sainz emplaca o melhor tempo no primeiro treino livre do GP da Hungria

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Carlos Sainz emplaca o melhor tempo no primeiro treino livre do GP da Hungria
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Carlos Sainz emplaca o melhor tempo no primeiro treino livre do GP da Hungria

Carlos Sainz desbancou Max Verstappen no primeiro treino livre do GP da Hungria de Fórmula 1, nesta sexta-feira (19). O piloto espanhol anotou o tempo de 1min18s713 e deixou para trás também seu companheiro de Ferrari, o monegasco Charles Leclerc, terceiro mais veloz da sessão, no Circuito de Hungaroring, em Budapeste.

Líder do campeonato, Verstappen esteve na frente durante boa parte da sessão, porém perdeu rendimento nos minutos finais. Ele registrou 1min18s989. Tanto o holandês da Red Bull quanto Sainz estavam com pneus macios, considerados os mais rápidos à disposição dos pilotos. Já Leclerc, que marcou 1min19s011, usava compostos duros, mais lentos.

Sob sol e calor forte, o treino foi realizado sob condições completamente diferentes do cenário dos últimos dias em Hungaroring, quando uma tempestade assustou as equipes e até renderam memes nas redes sociais. E, nesta situação mais favorável, os times se alternaram na ponta, a exemplo dos últimos GPs.

Verstappen começou na frente, tendo George Russell e Lewis Hamilton logo atrás nos primeiros minutos. Os carros da McLaren e da Ferrari se aproximaram e passaram a figurar nas primeiras posições também, na metade da sessão. E a equipe italiana se impôs na pista nos minutos finais com Carlos Sainz, que vem sendo o melhor piloto da Ferrari nas últimas etapas – vem de um 3º lugar na Áustria, dois GPs atrás.

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A decepção do treino foi a McLaren, que não sustentou o ritmo ao longo da sessão. Lando Norris, que entrou na briga por vitórias nas últimas corridas, foi apenas o sexto colocado. E o australiano Oscar Piastri, outro coadjuvante que tenta virar protagonista, foi o sétimo mais veloz. O heptacampeão Hamilton finalizou o treino em 10º, após figurar em terceiro.

A sessão não contou com maiores incidentes ou sobressaltos, revelando uma postura mais cautelosas dos pilotos em meio ao surpreendente calor após as fortes chuvas dos últimos dias. O safety car virtual foi acionado uma vez para que um dos comissários pudessem remover um pedaço do carro de Alexander Albon, da Williams, no meio da pista.

O terceiro treino livre está marcado para as 7h30 deste sábado. Na sequência, às 11h, haverá a definição do grid de largada com o treino classificatório. E, no domingo, a corrida terá início às 10h.

Confira o resultado do 1º treino livre do GP da Hungria:
1º – Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), 1min18s713
2º – Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min18s989
3º – Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min19s011
4º – George Russell (ING/Mercedes), 1min19s137
5º – Guanyu Zhou (CHN/Kick Sauber), 1min19s180
6º – Lando Norris (ING/McLaren), 1min19s211
7º – Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min19s249
8º – Yuki Tsunoda (JAP/RB), 1min19s260
9º – Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min19s265
10º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min19s287
11º – Sergio Pérez (MEX/Red Bull), 1min19s440
12º – Daniel Ricciardo (AUS/RB), 1min19s578
13º – Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), 1min19s686
14º – Alexander Albon (TAI/Williams), 1min19s794
15º – Valtteri Bottas (FIN/Kick Sauber), 1min19s804
16º – Logan Sargeant (EUA/Williams), 1min19s885
17º – Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min19s976
18º – Esteban Ocon (FRA/Alpine), 1min20s023
19º – Kevin Magnussen (DIN/Haas), 1min20s295
20º – Oliver Bearman (ING/Haas), 1min20s371

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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