O calor intenso e a umidade elevada provocam nuvens carregadas e pancadas de chuva em muitas áreas do Brasil nesta quinta-feira (7). Grande parte do Nordeste, parte do Sudeste e Centro-Oeste, no entanto, devem registrar menos umidade e, consequentemente, menos chances de chuvas.
O extremo norte do Amapá também deve registrar chuvas em decorrência da Zona de Convergência Intertropical.
Confira a previsão por região para esta quinta:
Sul
As condições para chuvas aumentam devido à frente fria e ao ciclone em alto-mar, próximo à região. Somente o sudoeste gaúcho, na região de Uruguaiana, não terá chuva nesta quinta.
O sul do Rio Grande do Sul deve registrar chuva de forma passageira, mas o sol aparece na maior parte do dia.
No restante do estado, no interior de Santa Catarina, no centro, oeste/sudoeste e sul do Paraná, o dia terá muitas nuvens e chove várias vezes, com risco de temporais.
A Grande Curitiba, o litoral e o norte do Paraná, o Vale do Itajaí, o sul e o litoral de Santa Catarina têm períodos com sol e pancadas de chuva com raios, especialmente durante a tarde e a noite. Há risco de chuva forte.
O ar quente e o calor estimulam a formação de nuvens carregadas em várias partes da região. Outras, devem ficar com o ar mais seco, como o norte do Rio De Janeiro, Espírito Santo, o centro, norte e o leste de Minas Gerais — nesses locais, haverá menos nuvens, o sol fica forte durante o dia e não deve chover.
Outras regiões também terão calor o dia todo, mas há previsão de pancadas de chuva com raios à tarde e à noite. São elas: Grande Rio e nas demais áreas do estado do Rio de Janeiro, na Zona da Mata Mineira, no Sul de Minas, na Grande Belo Horizonte, no Triângulo Mineiro e em todo o estado de São Paulo.
Em São Paulo, o risco de chuva forte aumenta devido ao calor da frente fria que avança sobre o Sul, que deve passar pela costa paulista durante esta sexta (8).
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, o ar fica mais seco e com menos nuvens carregadas, com o calor aumentando em relação ao início da semana devido à alta pressão do Atlântico Sul.
O dia será com sol e sem chuva em Goiânia e no centro, leste e nordeste de Goiás (região da Chapada dos Veadeiros) e no Distrito Federal.
Nas demais áreas de Goiás, em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, o sol aparece forte, mas pancadas de chuva com raios devem ocorrer à tarde e à noite.
O centro, sul e leste de Mato Grosso do Sul e no norte e noroeste de Mato Grosso, no entanto, estão sob risco de chuva moderada a forte.
No Nordeste, o ar fica mais seco, com baixa umidade e poucas chances de chuva.
No centro-sul do Ceará, no sul, centro e leste do Piauí, nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte terão o dia com muito sol e algumas nuvens.
Pancadas de chuva ocorrem no litoral, na zona da mata e no Agreste, da região de Ilhéus (BA) até o Rio Grande do Norte. Pode chover de forma moderada entre Salvador e Ilhéus, no litoral de Alagoas e de Pernambuco.
Outras partes terão sol, calor e pancadas de chuva com raios, especialmente durante a tarde e noite, como Maranhão, no norte e oeste do Piauí e no norte do Ceará. Pode chover forte na divisa do Maranhão com o Tocantins.
Norte
Grande parte da região terá nuvens carregadas devido ao calor e umidade.
Somente o leste do Tocantins, divisa com a Bahia, terá um dia com sol e sem chuva. O tempo deve ficar mais instável no extremo norte do Amapá, no norte, noroeste e leste do Amazonas e no oeste do Pará, que devem ter sol, mas pancadas de chuva a qualquer hora, com risco de temporal.
As demais áreas do Amapá, Pará e do Amazonas, no Acre, em Rondônia, Roraima e no Tocantins (exceto no leste do estado) terão sol forte, mas com pancadas de chuva com raios durante a tarde e noite. Há risco de chuva moderada a forte.
O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.
O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.
A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.
Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.
O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.
Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.
Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.
“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.
Entenda o caso
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.
Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.
A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.
Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.
Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.
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