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Brasília recebe enólogo Osvaldo Amado com exclusiva coleção Raríssimo

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Brasília recebe enólogo Osvaldo Amado com exclusiva coleção Raríssimo
Pedro Reis

Brasília recebe enólogo Osvaldo Amado com exclusiva coleção Raríssimo

Na última semana, Brasília foi palco de um evento enogastronômico de grande prestígio, marcando a expansão da operação da Casa dos Amados na capital brasileira. O renomado enólogo Osvaldo Amado trouxe sua coleção Raríssimo para um exclusivo jantar de degustação.

O evento apresentou seis rótulos da coleção Raríssimo: Clarete DOC Dão 2016, Branco DOC Bairrada 2017, Branco DOC Dão NV, Tinto DOC Dão 2009, Tinto DOC Bairrada 2009 e o Espumante DOC Bairrada 2007. Cada vinho, cuidadosamente selecionado, destacou-se por suas características únicas e produção limitada, refletindo a dedicação e expertise de Amado nas regiões vitivinícolas do Dão e Bairrada.

“A Casa dos Amados é verdadeiramente única e singular. Nosso objetivo é criar rótulos maturados, complexos e de caráter terciário” , afirma Osvaldo Amado.

O enólogo explica que os vinhos brancos, por exemplo, têm cerca de quatro anos de maturação em garrafa, enquanto os espumantes passam por mais de dez anos de estagem em garrafa. Já os tintos são envelhecidos entre oito e dez anos. “É um processo que requer paciência e um profundo respeito pelo tempo” , conta.

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A degustação foi harmonizada com um menu de cinco etapas, destacando iguarias portuguesas cuidadosamente selecionadas para complementar os vinhos. Os convidados foram agraciados com presunto cru com melão orange, bacalhoada portuguesa em lascas com arroz de brócolis, arroz de pato à portuguesa, carré de cordeiro com farofa de pistache e, para finalizar, uma seleção de doces portugueses.

Emerson Dias, representante dos vinhos Raríssimo em Brasília, também comentou sobre a singularidade dos produtos. “O cuidado que Osvaldo tem com a produção é extraordinário. Imagine deixar um vinho branco descansar por sete anos antes de colocá-lo no mercado; é preciso muita paciência e dedicação” , explica.

O evento foi um sucesso, atraindo connoisseurs e convidados especiais que puderam apreciar a paciência e o cuidado investidos na vinificação dos vinhos Raríssimo. A Mosto Flor, importadora exclusiva dos vinhos no Brasil, reforçou seu compromisso de difundir vinhos autorais e de qualidade superior, organizando eventos educativos e wine dinners que celebram a excelência vitivinícola.

“Os vinhos que degustamos são espetaculares: potentes e ricos em minerais. Quando você bebe, o sabor permanece tanto na boca quanto no nariz, proporcionando uma experiência surpreendente e única” , disse Emerson Dias.

Além da degustação, foi realizado o pré-lançamento do Espumante DOC Bairrada 2007, que já está disponível no Rio de Janeiro e tem planos de expansão para Brasília. A Casa dos Amados promete conquistar o paladar dos brasileiros, trazendo rótulos icônicos e experiências enogastronômicas inesquecíveis.

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Osvaldo Amado, com sua vasta experiência e reconhecimento internacional, continua a impressionar e cativar o público com sua dedicação aos vinhos de alta qualidade. O evento em Brasília foi mais um marco na trajetória da Casa dos Amados, consolidando-se como referência no mercado de vinhos premium.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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