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Brasília mística: desbrave os templos religiosos e ecumênicos da cidade

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Brasília mística: desbrave os templos religiosos e ecumênicos da cidade
Emanuelly Fernandes

Brasília mística: desbrave os templos religiosos e ecumênicos da cidade

Desde sua inauguração em 1960, Brasília tem se colocado não apenas como centro político, celeiro cultural ou reduto arquitetônico do Brasil, mas também como caldeirão da diversidade religiosa . O último censo do IBGE , de 2022, revelou a presença de 5.429 templos religiosos espalhados pela capital .

A cidade desponta como um destino de turismo místico em franca ascensão, e os olhos dos visitantes frequentemente se voltam para os monumentos projetados por Oscar Niemeyer, como a imponente Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, localizada no coração da Esplanada dos Ministérios, e a serena Catedral Rainha da Paz, erguida no Eixo Monumental.

Além dessas obras monumentais, Brasília abriga uma variedade de templos espirituais, refletindo a riqueza da fé de seus habitantes. Na Asa Sul, é possível encontrar um templo budista, enquanto na Asa Norte uma mesquita se ergue em meio à paisagem urbana. O Templo da Boa Vontade, localizado no extremo sul da cidade e, com seu formato distintivo de pirâmide, destaca-se como ponto de encontro ecumênico.

Explorar esses templos e santuários oferece aos visitantes uma jornada espiritual única, proporcionando momentos de serenidade e reflexão em meio à urbanidade. Enquanto a Catedral e o Templo da Boa Vontade continuam atraindo multidões, nos recantos menos explorados da cidade também podemos descobrir tesouros espirituais, cada um contribuindo para a tapeçaria religiosa e cultural de Brasília.

Igreja de São Sebastião (Planaltina-DF)

Localizada em Planaltina, essa igreja histórica foi construída em 1890 por escravos. Sua arquitetura do século XVIII traz simplicidade e elegância. A capela abriga três imagens de gesso: a de Cristo, da Virgem Maria e do santo padroeiro, São Sebastião. A construção da igreja foi um pedido das famílias Gomes Rabelo e Carlos de Alarcão, que doaram terras para a Diocese de Goiás em cumprimento de uma promessa. Nas proximidades da Igreja de São Sebastião, encontra-se a Pedra Fundamental de Brasília, que marca o nascimento da capital brasileira. Em 19 de agosto de 1982, o local foi tombado como patrimônio histórico e artístico do DF.

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Foto: Celso Junior

Santuário da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt (Lago Norte)

Próximo à Torre Digital, este santuário é a junção de tranquilidade e devoção, com jardins bem cuidados e vistas panorâmicas dos arredores da cidade. No centro do local, encontra-se uma pequena igreja dedicada ao título de Mãe Rainha, cuja arquitetura segue o padrão característico dos santuários de Schoenstatt, como o encontrado em Atibaia, São Paulo. Fundado em março de 2000, o Santuário da Mãe Rainha surgiu com o objetivo de ser o Tabor da Esperança , um lugar onde fiéis encontram descanso e renovação. A presença de Schoenstatt em Brasília iniciou-se em 1988, quando as Irmãs de Maria chegaram e iniciaram o trabalho com a Campanha da Mãe Peregrina.

Foto: Rafael Chaves

Santuário Menino Jesus de Praga (Brazlândia)

O Santuário Menino Jesus de Praga, em Brazlândia, é símbolo de fé e devoção popular. Com capacidade para acomodar até 15 mil fiéis durante as celebrações, é considerado o segundo maior templo religioso do País, atrás apenas da Basílica de Aparecida, em São Paulo. Este santuário é uma homenagem à imagem venerável do Menino Jesus, que chegou à cidade em 1972. Antes disso, sua história começa em abril de 1971, quando um humilde menino engraxate avistou, próximo a um arbusto no centro de Brazlândia, uma escada misteriosa que se elevava em direção aos céus. Este acontecimento alcançou os ouvidos do padre local, que, inspirado pela visão, prometeu a construção de um grande santuário em honra ao Menino Jesus.

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Foto: Rafael Chaves

Capela São Francisco de Assis (Gama/Ponte Alta)

Localizada no Núcleo Rural Casa Grande, entre as Regiões Administrativas do Gama e Recanto das Emas, a Capela São Francisco de Assis, também é conhecida como Igrejinha do Gama. Sua Pedra Fundamental foi lançada em 28 de março de 1999, e sua inauguração aconteceu em 2004. O caminho até a Capela São Francisco de Assis já é uma experiência diferenciada, com o relevo íngreme do vale proporcionando uma vista de tirar o fôlego. A Igrejinha ficou popular para realizações de casamentos, e possui uma longa lista de espera.

Foto: Rafael Chaves

Nossa Senhora do Rosário de Pompéia (Vila Planalto)

A igreja que nasceu com Brasília. Localizada na Vila Planalto, entre o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada, foi fundada em 1959 pelo Frei dominicano Marcos Lacerda de Camargo, a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia foi erguida para acolher os trabalhadores que ajudaram a construir a capital. Ela foi erguida em madeira, com uma nave única e um campanário no canto esquerdo de sua fachada. Em 2000, o local sofreu com um incêndio que destruiu a construção original, mas com mobilização da comunidade foi reconstruída com materiais e aparência idênticas à original, sendo reinaugurada em 16 de dezembro de 2007.

Foto: Rayra Paiva

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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