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Bia Haddad e Luisa Stefani perdem de britânicas e tênis do Brasil se despede na Olimpíada

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Bia Haddad e Luisa Stefani perdem de britânicas e tênis do Brasil se despede na Olimpíada
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Bia Haddad e Luisa Stefani perdem de britânicas e tênis do Brasil se despede na Olimpíada

O sonho brasileiro de conquistar sua segunda medalha seguida no tênis em Jogos Olímpicos chegou ao fim nesta quarta-feira em Paris. Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani foram eliminadas nas duplas femininas pelas britânicas Katie Boulter e Heather Watson, parciais de 6/3 e 6/4, deixando o País sem representantes. Stefani havia conquistado o bronze ao lado de Laura Pigossi nos Jogos de Tóquio, disputado em 2021.

O País já havia caído com Bia Haddad e Pigossi no feminino e com Thiago Wild e Thiago Monteiro em simples e na dupla. Os brasileiros ainda conseguiram vaga de última hora em duplas mistas, mas Wild e Stefani não passaram da estreia.

As brasileiras tiveram grande chance de quebra no terceiro game, mas acabaram não aproveitando e logo a seguir ainda perderam o serviço. Em vantagem, as britânicas não permitiram a reação, fechando no saque por 6 a 3.

Mais atentas, as brasileiras voltaram confirmando o saque no segundo set e sempre andando na frente. As britânicas ainda tinham de controlar o nervosismo após discussão com a arbitragem por uma possível bola dentro.

No sexto game, as brasileiras tiveram dois break points para abrir vantagem com 15 a 40. No primeiro, Bia mandou para fora ao forçar um golpe. Depois, nada pôde fazer em bola em cima de seu corpo. As rivais reagiram e buscaram o 3 a 3.

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Como no primeiro set, o Brasil não aproveitou a chance de ouro e acabou castigado a seguir. Com um voleio errado de Bia Haddad, as britânicas quebraram e abriram 4 a 3. Bia e Stefani mais uma vez tiveram oportunidades, agora com 0 a 40 para devolver a quebra e acabaram não aproveitando.

Com 5 a 3, Boulter e Watson ficaram em situação privilegiada na partida. Bastava mais um ponto, em novo break ou confirmando mais um serviço. As brasileiras diminuíram para 5 a 4, mas tinham de alcançar a primeira quebra na partida após desperdiçarem várias oportunidades. As europeias sequer deram chance, fechando no terceiro match point com devolução para fora de Stefani.

Surpresa eslovena

Algoz de Bia Haddad na segunda rodada de simples, a eslovena Anna Karolina Schmiedlova continua fazendo história em Paris e já está nas semifinais. Nesta quarta, ela ganhou da campeã de Wimbledon, a checa Barbora Krejcikova, nona favorita, parciais de 6/4 e 6/2. Já havia derrotado a italiana Jasmine Paolini, vice em Wimbledon, na rodada anterior.

É a segunda participação olímpica de Schmiedlova, que nos Jogos do Rio-2016 ganhou apenas uma partida. Em busca de vaga na decisão, a eslovena terá pela frente a vencedora do confronto entre a ucraniana Marta Kostyuk e a croata Donna Vekic.

Principal candidata à medalha de ouro e líder disparada do ranking, a polonesa Iga Swiatek nem precisou completar seu jogo para avançar à semifinal. A cabeça de chave vencia por 4 a 1 no terceiro set quando a norte-americana Danielle Collins desistiu por lesão. Depois de abrir 6 a 1, Iga viu a rival reagir e empatar com 6 a 2, mas era soberana no set decisivo.

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No caminho de Iga pela vaga na final aparece a chinesa Quing Zheng, cabeça de chave 7, que sofreu para passar pela alemã Angelique Kerber, de virada, parciais de 6/7 (4/7), 6/4 e 7/6 (8/6) após 3h07 de disputa.

Alcaraz ganha outra

Na chave masculina, Carlos Alcaraz continua enfileirando vitórias. Nesta quarta, pelas oitavas de final, o terceiro favorito passou pelo russo Roman Safiullin, que não pôde representar seu país por causa da guerra com a Ucrânia, parciais de 6/4 e 6/2. O espanhol terá pela frente o norte-americano Tommy Paul, algoz do local Corentin Moudet, com 7/6 (8/6) e 6/3

A zebra do dia foi a queda do russo Daniil Medvedev, também sob bandeira neutra, diante do canadense Felix Auger-Aliassime. O cabeça quarto caiu com 6/3 e 7/6 (7/6). Destaque, ainda, para vitória de Lorenzo Musetti sobre o norte-americano Taylor Fritz, parciais de 6/4 e 7/5.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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