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Atentado contra Trump altera título do final de “The Boys”

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Atentado contra Trump altera título do final de “The Boys”
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Atentado contra Trump altera título do final de “The Boys”

O atentado contra o ex-presidente norte-americano Donald Trump teve repercussões para além da esfera política. Diante do acontecido, o Prime Video decidiu renomear o último episódio da quarta temporada de “The Boys”, lançado na quinta-feira (18), e incluir um alerta de “conteúdo sensível”.

Originalmente, o capítulo seria intitulado “Assassination Run”, expressão em inglês que sugere justamente atentados de natureza política. No lugar, o streaming optou pelo simples “Final da 4ª temporada”.

Antes de começar o episódio, o Prime Video também adicionou uma tela alertando os espectadores que estavam prestes a assistir cenas sensíveis de violência política, cujas semelhanças com os eventos recentes seriam apenas coincidência. Esta mesma mensagem foi divulgada ainda nas redes sociais, frisando que a temporada foi filmada em 2023, ou seja, não poderia mesmo fazer referência ao crime ocorrido no último sábado (13).

Leia, na íntegra, o comunicado divulgado pelo Prime Video:

“O último episódio da temporada de The Boys contém cenas de violência política ficcional, que alguns espectadores podem considerar perturbadora, especialmente após os ferimentos e a vida perdida de forma trágica durante o atentado contra o antigo presidente Trump.

“The Boys é uma série fictícia que foi filmada em 2023, e qualquer semelhança entre cenas ou tramas com estes eventos do mundo real são coincidências e não intencionais.

“Amazon, Sony Pictures Television e os produtores de The Boys rejeitam, com veemência, quaisquer violências no mundo real”.

Política em “The Boys”

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É importante notar que, na quarta temporada, o embate entre a equipe protagonista – os chamados The Boys – e Os Sete, os super-heróis comandados pelo vilanesco Capitão Pátria (Anthony Starr), ganhou contornos ainda mais políticos. Isso porque a série, que sempre foi muito antenada com as discussões da sociedade americana, passou a usar a rivalidade entre o antagonista e Luz-Estrela (Erin Moriarty) como uma alegoria para a polarização política no país.

Nesse cenário, o Capitão Pátria é o ícone da extrema-direita daquele universo. O herói, que sempre foi adepto da violência para atingir seus objetivos, tira proveito da radicalização política vigente e, aliado à super inteligente Sage (Susan Heyward), começa a colocar em prática um plano, cujo objetivo é subjugar os humanos comuns e mandá-los para campos de concentração.

É compreensível, portanto, o motivo do streaming se preocupar em pontuar que o episódio não é um espelho dos eventos do último sábado, 13. A atualidade e até a sátira dos absurdos da vida real são realmente traços característicos da série. Sem o aviso, o espectador mais desavisado poderia se equivocar e especular que o capítulo final seria um comentário sobre o atentado.

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As quatro temporadas de The Boys estão disponíveis no Prime Video. Com quinto ano já confirmado, a série deve voltar para seus episódios finais apenas em 2026. Antes, espera-se que o streaming lance a segunda temporada da produção derivada, Gen V.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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