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Art Basel começa nesta quinta (13), confira os destaques

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Art Basel começa nesta quinta (13), confira os destaques
Pedro Reis

Art Basel começa nesta quinta (13), confira os destaques

A aguardada Art Basel , um dos mais prestigiados eventos de arte contemporânea do mundo, abrirá suas portas nesta quinta-feira (13) em Basel, na Suíça . Esta edição promete ser uma das mais diversificadas e expansivas da história do evento, oferecendo uma vasta gama de exposições e atividades que se estendem por toda a cidade.

Fundada em 1970, a Art Basel é uma feira internacional de arte que acontece anualmente em Basel, Miami Beach e Hong Kong. Reunindo galerias, artistas, colecionadores e entusiastas de arte de todo o mundo, o evento é conhecido por sua alta qualidade e por promover a arte contemporânea em diversas mídias, incluindo pintura, escultura, fotografia e obras digitais. Este ano, a Art Basel em Basel contará com 285 galerias, incluindo 22 participantes que estarão presentes pela primeira vez.

Destaques da Edição 2024:

  • Unlimited

O setor Unlimited, curado por Giovanni Carmine, Diretor da Kunst Halle Sankt Gallen, apresentará 70 instalações em grande escala de artistas renomados e emergentes. Entre os destaques estão a instalação “Premium Economy” de Anna Uddenberg, “Untitled” de Henry Taylor e “The Wake and Resurrection of the Bicentennial Negro” de Faith Ringgold. Este setor oferece uma plataforma única para exposições monumentais que desafiam as limitações tradicionais dos estandes de feiras.

  • Parcours
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Curado por Stefanie Hessler, Diretora do Swiss Institute em Nova York, o Parcours transformará a região de Clarastrasse com mais de 20 instalações de arte pública específicas para o local. A exposição se estende até a Ponte do Meio, conectando o recinto da feira ao Reno e utilizando espaços cotidianos como lojas e restaurantes. Destaques incluem obras de Alvaro Barrington e Lap-See Lam.

  • Messeplatz

A artista conceitual Agnes Denes apresentará uma obra monumental intitulada “Honouring Wheatfield – A Confrontation” na Messeplatz. Curada por Samuel Leuenberger, a instalação homenageia seu icônico trabalho dos anos 1980 e permanecerá no local durante todo o verão.

  • Film

Celebrando sua 25ª edição, o programa Film, curado por Filipa Ramos, exibirá uma semana de cinema extraordinário, incluindo pesquisas de artistas e filmes de longa-metragem. Destaques incluem “The Political Life of Plants” e “Taking Venice”, um documentário sobre a participação de Robert Rauschenberg na Bienal de Veneza de 1964.

  • Conversations

Em comemoração ao seu 20º aniversário, o programa Conversations, curado por Kimberly Bradley, reunirá mais de 25 líderes de pensamento em 11 painéis. As discussões abordarão temas como a interseção da arte e tecnologia, o comércio de arte e os desafios políticos e legais atuais.

  • Kabinett
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O setor Kabinett retornará com 22 projetos apresentados por 23 galerias, oferecendo exposições curadas e temáticas dentro dos estandes principais. Destaques incluem obras de Sarah Pucci e Dorothy Iannone, Ernst Yohji Jaeger e Gerhard Richter.

  • Programa expandido pela cidade

Além das atividades no recinto da feira, a Art Basel expandirá seu programa para outros locais da cidade, incluindo o Merian, que apresentará instalações e eventos artísticos 24 horas por dia. Petrit Halilaj tomará a fachada do Merian com sua obra “When The Sun Goes Away We Paint The Sky”, celebrando o 30º aniversário da parceria entre o UBS e a Art Basel.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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