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Após tragédia, Grêmio e Inter vencem jogos atrasados

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Após tragédia, Grêmio e Inter vencem jogos atrasados
ESTADÃO CONTEÚDO

Após tragédia, Grêmio e Inter vencem jogos atrasados

Grêmio e Internacional venceram seus respectivos confrontos na Libertadores e na Sul-Americana , mas somente o tricolor garantiu sua classificação para a próxima fase do torneio continental. A vitória sobre o Huachipato embolou a classificação do grupo C, mas garantiu o time de Renato Portaluppi nas oitavas de final da Libertadores. Com o resultado atual, o Grêmio é segundo do grupo e não pode ser mais alcançado

A equipe, no entanto, ainda pode superar o Estudiantes – lanterna do grupo – e se classificar em primeiro. Caso vença a partida, o Grêmio enfrentará o Peñarol, do Uruguai, e o Fluminense enfrentará o segundo colocado do grupo C, o The Strongest. Caso o Grêmio empate ou perca, o adversário da equipe gaúcha será o Fluminense.

Nos demais confrontos da competição , o Palmeiras terá pela frente o Botafogo, com quem protagonizou a disputa pelo título do Brasileirão em 2023. Já o São Paulo desafia o Nacional de Montevidéu. O Flamengo pega o Bolívar e o Atlético-MG o San Lorenzo.

Já a vitória do Internacional na Sul-Americana sobre o Real Tomayapo deu fôlego ao time de Eduardo Coudet, mas a equipe colorada ainda depende de um empate ou de uma vitória no próximo jogo para avançar de fase.

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Com oito pontos, o Internacional alcançou o Delfin, do Equador, e está em terceiro lugar do grupo C. Apesar de ter a mesma quantidade de pontos do rival, o time gaúcho perde no saldo de gols e deverá ganhar do próprio Delfin no próximo sábado, dia 8, para se classificar para os Playoffs do torneio.

Antes das oitavas de finais, o campeonato realiza uma repescagem onde o melhor segundo colocado da Sul-Americana enfrenta o pior terceiro colocado da Libertadores, e assim por diante. Corinthians, Fortaleza e Cruzeiro avançaram direto às oitavas, enquanto Athletico-PR, Cuiabá e Red Bull Bragantino foram vice-líderes nas chaves e ainda precisam encarar o playoff.

Veja os confrontos das oitavas de final da Libertadores:

Atlético-MG x San Lorenzo

São Paulo x Nacional-URU

Bolívar x Flamengo

Junior Barranquilla x Colo-Colo

River Plate x Talleres

1º do Grupo C (Grêmio ou The Strongest) x Peñarol

Palmeiras x Botafogo

Fluminense x 2º do Grupo C (Grêmio ou The Strongest)

Veja os confrontos das oitavas de final da Sulamericana:

Fortaleza x Vencedor do Playoff G

Sportivo Ameliano x Vencedor do Playoff D

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Lanús x Vencedor do Playoff F

Racing x Vencedor do Playoff H

Belgrano x Vencedor do Playoff B

Independiente Medellín x Vencedor do Playoff C

Cruzeiro x Vencedor do Playoff E

Corinthians x Vencedor do Playoff A

Veja os confrontos dos playoffs da Sulamericana:

Playoff A: Barcelona x Red Bull Bragantino

Playoff B: Cerro Porteño x Athletico-PR

Playoff C: 3º melhor 2º da Sul-Americana x Cuiabá

Playoff D: 4º melhor 2º da Sul-Americana x 4º pior 3º da Libertadores

Playoff E: 5º melhor 2º da Sul-Americana x 5º pior 3º da Libertadores

Playoff F: 6º melhor 2º da Sul-Americana x 6º pior 3º da Libertadores

Playoff G: 7º melhor 2º da Sul-Americana x 7º pior 3º da Libertadores

Playoff H: 8º melhor 2º da Sul-Americana x 8º pior 3º da Libertadores

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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