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Após jogo conturbado, Marrocos vence Argentina na Olimpíada

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Após jogo conturbado, Marrocos vence Argentina na Olimpíada
ESTADÃO CONTEÚDO

Após jogo conturbado, Marrocos vence Argentina na Olimpíada

A Olimpíada de Paris-2024 já tem a sua primeira grande polêmica. Dois dias antes da cerimônia de abertura, o futebol masculino abriu extraoficialmente os Jogos Olímpicos com duas partidas, às 10 horas (de Brasília), desta sexta-feira. E o duelo entre Argentina e Marrocos foi alvo de situação incomum, com interrupção, invasão de gramado e retomada da partida 1h30min depois. Os jogadores das duas seleções voltaram a campo para jogar apenas quatro minutos de jogo. O time de Marrocos venceu por 2 a 1.

A partida foi marcada por um conturbado segundo tempo, no qual o juiz deu incríveis 15 minutos de acréscimo, sem necessidade. Naquele momento, Marrocos liderava o placar por 2 a 1. Mas os argentinos buscaram o empate justamente no 15º minuto de acréscimo, num lance com direito a duas bolas no travessão.

Na sequência, torcedores começaram a invadir o gramado. As equipes saíram de campo e o árbitro pareceu ter encerrado o confronto. A partida, contudo, estava oficialmente interrompida por causa dos atos de vandalismo no estádio de Saint-Étienne. E, para surpresa dos jornalistas e das duas delegações, o árbitro sueco Glenn Nyberg decidiu retomar a partida, já com as arquibancadas totalmente vazias.

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Com a vitória, a seleção marroquina desponta na liderança do Grupo B, com três pontos. Iraque e Ucrânia, que também integram a chave, jogam ainda nesta quarta.

Como foi o jogo

Antes da confusão nos minutos finais, em Saint-Étienne, o favoritismo inicial dos argentinos começou a ruir ainda no primeiro tempo. Nos acréscimos, El Khannouss recebeu belo passe pelo lado direito da área, chegou à linha de fundo, e cruzou para a conclusão de Rahimi.

Mesmo atuando com jogadores da categoria de Julián Álvarez e Almada, a seleção sul-americana não conseguiu se acertar em campo. E logo no início da segunda etapa, o Marrocos tratou de complicar mais a situação. Akhomach sofreu falta de Soler na área e o juiz marcou a penalidade. Rahimi chutou rasteiro e fez o seu segundo gol na partida.

A Argentina não demorou a responder, diminuiu o placar, e colocou fogo na partida. Soler apareceu na área inimiga e, após cruzamento da direita, chutou cruzado. Simeone, que começou a partida na reserva, completou na segunda trave para fazer 2 a 1 aos 22 minutos.

A partir daí foi pressão total por parte dos argentinos. Bem postado e com boa atuação do goleiro Munir, o Marrocos se fechou em sua defesa. De forma surpreendente, o juiz deu 15 minutos de acréscimos renovando a esperança dos argentinos de buscar o empate. Na base da pressão, o empate até saiu em um lance chorado, em rebote do travessão. A seleção argentina até celebrou o suado empate, mas, após longa análise do VAR, o lance foi revisto e o gol, anulado, por impedimento.

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No outro confronto do dia, a Espanha foi a primeira equipe a movimentar o placar. Após levantamento na área pelo lado esquerdo, a bola foi desviada no bico da pequena área. Pubill acompanhou o lance e chutou de pé direito para deixar os espanhóis em vantagem, aos 28 minutos.

A igualdade, porém, veio antes do intervalo. Hamraliev foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. O atacante Shomurodov foi para a cobrança e, com um chute rasteiro, fez 1 a 1 aos 47 minutos. Na etapa final, porém, os espanhóis garantiram o triunfo de 2 a 1 com um gol de Sérgio Gómez.

As quatro seleções voltam a campo para cumprir a segunda rodada neste sábado. No Grupo B, Argentina tenta a primeira vitória no torneio diante do Iraque enquanto o Marrocos enfrenta a Ucrânia. Na Chave C, a Espanha joga contra a República Dominicana e o Uzbequistão encara o Egito.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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