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Yara entrega primeiro lote de fertilizantes “lower carbon” à Cooxupé e promove descarbonização na cafeicultura

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A Yara, líder global em nutrição de plantas, deu um passo importante na direção da descarbonização da agricultura ao fornecer à Cooxupé, uma das maiores cooperativas de café do mundo, o primeiro lote de fertilizantes nitrogenados produzidos a partir de matriz renovável no Brasil. Este insumo, desenvolvido com foco em reduzir a pegada de carbono, pode apresentar uma redução de até 90% em relação aos fertilizantes convencionais feitos a partir de gás natural fóssil.

O fornecimento, que aconteceu no último mês de outubro, marca um marco para a descarbonização da cafeicultura brasileira, com estimativa de até 40% de redução na pegada de carbono do grão de café. Os fertilizantes, provenientes da planta da Yara em Porsgrunn, na Noruega, foram transportados até o Porto de Santos e, de lá, seguiram para Alfenas, Minas Gerais, onde foram embalados em big bags feitos de plástico reciclável. A logística de transporte também seguiu um modelo sustentável, utilizando caminhões movidos a GNV, contribuindo para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

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Marcelo Altieri, presidente da Yara Brasil, destacou que a entrega de soluções rumo à neutralidade climática reflete a estratégia global da empresa e reforça o papel do setor de fertilizantes na construção de um futuro alimentar mais sustentável. “As mudanças climáticas estão moldando a forma como devemos produzir alimentos. A parceria entre a Yara e a Cooxupé simboliza um esforço conjunto que gera um impacto positivo para o meio ambiente e para toda a sociedade”, afirmou Altieri.

Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, ressaltou que o uso de fertilizantes de baixo carbono está alinhado à agenda ESG da cooperativa e às exigências globais por sustentabilidade. “Nossa cooperativa está comprometida com a produção cafeeira sustentável e com a inovação que leva boas práticas agrícolas aos nossos cooperados. Essa parceria com a Yara traz uma contribuição significativa para a sustentabilidade da cadeia produtiva do café”, explicou Melo.

O fertilizante “lower carbon” faz parte da linha Yara Climate Choice™, que oferece soluções de nutrição vegetal com alta eficiência e impacto reduzido no meio ambiente. Esses fertilizantes podem ser produzidos a partir de fontes renováveis como eletrólise de água com eletricidade renovável ou gás natural renovável, o que resulta em uma considerável redução das emissões de gases de efeito estufa e do uso de recursos fósseis. O impacto positivo varia conforme a fonte renovável utilizada, mas pode alcançar uma redução de até 90% na pegada de carbono, quando comparado aos fertilizantes tradicionais.

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A Yara tem investido há décadas em inovação e pesquisa, com o objetivo de tornar a produção alimentar mais sustentável. Em 2025, a empresa completará 120 anos e, para celebrar a data, se comprometeu a alcançar a neutralidade de carbono até 2050. A recente inovação, que já resultou em uma redução de até 60% na pegada de carbono de seus fertilizantes nitrogenados, é um exemplo do compromisso contínuo da Yara com o futuro sustentável da agricultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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