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Volatilidade no Mercado de Café: Ajustes Seguem Dia de Fortes Altas em Nova York e Londres

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O mercado futuro do café arábica apresentou ajustes nesta quinta-feira (7), após um dia de intensas altas, principalmente nos contratos da Bolsa de Nova York (ICE Future US). O movimento de realização ocorre em meio às preocupações relacionadas à Ásia e à valorização expressiva observada na sessão anterior, quando as cotações avançaram mais de 4% em Londres e 1% em Nova York.

Por volta das 09h16 (horário de Brasília), os principais contratos registraram baixas técnicas. O contrato para maio/24 apresentou queda de 75 pontos, atingindo 185,55 cents/lbp, enquanto julho/24 teve queda de 65 pontos, cotado a 183,35 cents/lbp. Setembro/24 registrou baixa de 75 pontos, valendo 182,70 cents/lbp, e dezembro/24 desvalorizou-se em 65 pontos, atingindo 182,50 cents/lbp.

Em Londres, o cenário é de estabilidade após a valorização expressiva do pregão anterior. O contrato para maio/24 apresentou queda de US$ 7 por tonelada, atingindo US$ 3302; julho/24 teve queda de US$ 2 por tonelada, cotado a US$ 3212; setembro/24 teve alta de US$ 6 por tonelada, valendo US$ 3139, e novembro/24 valorizou-se em US$ 16 por tonelada, cotado a US$ 3057.

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O Escritório Carvalhaes destaca que os fundamentos do mercado permanecem inalterados. A persistência de baixos estoques globais de café e um aumento constante no consumo mundial continuam a ser fatores preponderantes. Além disso, eventos climáticos extremos em várias partes do mundo, as tensões políticas crescentes, incluindo a invasão da Ucrânia e ataques terroristas pelo Hamas em Israel, agora agravados pelos ataques de rebeldes Houthi a navios no Mar Vermelho, têm impacto significativo, interrompendo importantes rotas comerciais marítimas.

“A conjuntura internacional conturbada, repleta de incertezas, contribui para uma grande instabilidade e variações diárias acentuadas nas cotações do café”, destaca a última análise do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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