AGRONEGÓCIO

Vitales e Ginkgo Bioworks Firmam Parceria para Avançar em Biocontrole de Culturas no Brasil

Publicado em

A Vitales, integrante do Grupo UbyAgro, anuncia uma nova parceria estratégica com a Ginkgo Bioworks, renomada empresa global em biotecnologia. A colaboração tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e lançamento de dois inovadores produtos de biocontrole destinados ao mercado brasileiro. Esses produtos visam o combate de doenças fúngicas que afetam as culturas no país, como a síndrome da morte súbita da soja (SDS) e a mancha-alvo, causadas pelos patógenos Fusarium virguliforme e Corynespora cassiicola, respectivamente.

A parceria inicial prevê a criação de um fungicida foliar, focado no combate a doenças na fase final do ciclo da planta, e um biofungicida para aplicação direta no solo. Estes produtos representarão alternativas às soluções químicas atualmente disponíveis no Brasil. Espera-se que, após a conclusão dos estudos, testes e aprovações, ambos os bioprodutos sejam lançados em 2026. A Vitales está investindo R$ 20 milhões em pesquisa nos próximos três anos para impulsionar esta iniciativa.

Fernando Sousa, gerente de Marketing da Vitales, destaca que a colaboração com a Ginkgo Bioworks permitirá acelerar a introdução dessas novas soluções de biocontrole no mercado. “Esta parceria representa um avanço significativo em nossa missão de oferecer produtos agrícolas eficazes e sustentáveis aos agricultores brasileiros”, afirma Sousa. Ele acredita que a expertise da Ginkgo em desenvolvimento tecnológico e pesquisa colaborativa contribuirá para criar produtos com alto grau de eficácia.

Leia Também:  Be8 anuncia parceria com empresa Indiana Praj para instalação de planta de etanol no Rio Grande do Sul

O mercado de bioinsumos, que inclui produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores, tem se expandido consideravelmente no Brasil. Segundo dados da Kynetec Brasil, especializada em pesquisa de mercados agrícolas e saúde animal, esses insumos cresceram 15% na safra 2023/2024 em comparação com a safra anterior. Nos últimos três anos, a produção agrícola nacional registrou uma taxa de crescimento anual média de 21%, quatro vezes superior à taxa global. Este crescimento ressalta a importância do desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis.

Fernando Sousa explica que as cepas selecionadas serão submetidas a rigorosas triagens in vitro e in planta, o que permitirá uma introdução mais ágil das soluções de biocontrole no mercado. “A Ginkgo dispõe de equipamentos avançados para identificar os melhores candidatos entre um banco de 370.000 cepas. A combinação de bioinformática, testes in vitro em larga escala, desenvolvimento de formulações e tecnologia de fermentação diminuirá o risco do projeto e aumentará as chances de desenvolver um produto altamente eficaz”, ressalta Sousa.

Magalie Guilhabert, chefe do departamento de Biológicos para Agricultura da Ginkgo Bioworks, destaca que a parceria visa combinar o conhecimento profundo da Vitales e do Grupo UbyAgro sobre a agricultura brasileira com a expertise da Ginkgo no desenvolvimento de produtos de biocontrole. “Esta colaboração reforça nosso compromisso com a inovação no mercado brasileiro e com a oferta de produtos agrícolas eficazes e sustentáveis para os produtores do país”, conclui Guilhabert.

Leia Também:  Acordo Mercosul-UE domina debates na abertura da safra de cana em SP

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Dólar sobe com foco em novos dados econômicos; Ibovespa inicia semana em queda

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Desenvolvimento da Cevada no Rio Grande do Sul Atinge Patamares Promissores

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA