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Vinho Teroldego Brasileiro Recebe a Maior Pontuação em Guia Especializado

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Desde os anos 2000, quando foi introduzida no Brasil pela vinícola Manus com mudas importadas da Itália, a uva Teroldego vem se adaptando com sucesso aos terroirs do Rio Grande do Sul. Esta adaptação elevou o Teroldego a um dos principais rótulos da linha Manus Clássico e agora lhe rendeu destaque no renomado Guia dos Vinhos.

O Manus Clássico Teroldego 2021 alcançou a melhor pontuação entre os vinhos brasileiros na faixa de preço de R$ 201 a R$ 300, com uma classificação de 92 pontos. No guia, o vinho foi descrito como “elegante e harmônico” e recomendado como “um vinho para surpreender”.

O Guia dos Vinhos ressaltou o Teroldego como “um tinto de camadas e personalidade”, que apresenta um aroma equilibrado, mesclando frutas vermelhas e azuis com notas de cedro, tabaco, pitanga e canela. Os avaliadores destacaram ainda a presença de taninos firmes e um frescor bem dosado, conferindo “elegância e classe” ao conjunto.

Gustavo Bertolini, enólogo da Manus, explica que a uva Teroldego se adaptou de forma excepcional ao clima da Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul. “É um vinho de grande intensidade e complexidade. Sua singularidade impressiona, e ser destacado no Guia dos Vinhos comprova sua altíssima qualidade”, afirma Bertolini.

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Além do Teroldego, outros rótulos da Manus também foram bem avaliados, como o Manus Clássico Touriga Nacional 2022 e o Manus Clássico Pinot Noir 2023, ambos com 90 pontos, além do Manus Liberum Barbera Clairet 2023 (85 pontos), Manus Clássico Chardonnay 2022 (87 pontos) e Manus Nature Blanc de Blanc 2022 (87 pontos).

A edição 2024/2025 do Guia dos Vinhos analisou 554 rótulos de 14 países em uma degustação às cegas, sob a curadoria dos jornalistas especializados Suzana Barelli, Marcel Miwa, Beto Gerosa e Ricardo Cesar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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