AGRONEGÓCIO

Vice-prefeita dá início a projeto com mais de 100 estagiários de Psicologia em Cuiabá

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A vice-prefeita e secretária de Assistência Social de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, deu início nesta sexta-feira (4) a um projeto que integra 103 estagiários de Psicologia à rede socioassistencial do município. A iniciativa, desenvolvida em parceria com instituições de ensino superior, é coordenada pela Coordenadoria Técnica de Desenvolvimento e Educação Permanente da Secretaria, representada pela servidora Sheila Vendramini.

A solenidade de boas-vindas foi realizada no auditório da pasta e marcou o início de uma atuação estratégica nas unidades da assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro POP, os Centros de Convivência para Idosos (CCIs) e o Projeto Siminina.

“A presença desses estagiários é um marco importante. Estamos fortalecendo nossa rede com profissionais em formação que trazem um olhar renovado para os desafios da assistência social”, afirmou a coronel Vânia Rosa.

Durante o evento, a psicóloga Cristiane Semensato, do projeto Quali Vida, recepcionou os estagiários e destacou o papel deles na promoção do bem-estar dos servidores e da população. Já o psicólogo clínico e coordenador de estágios, professor João Parreira, apresentou as diretrizes do programa e esclareceu dúvidas dos participantes.

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O projeto está dividido em duas frentes: uma voltada à Qualidade de Vida no Ambiente de Trabalho, com foco na saúde mental dos servidores, e outra voltada ao Atendimento aos Usuários, fortalecendo os serviços nas unidades.

“Essa vivência prática vai muito além da sala de aula. Os estagiários terão a oportunidade de aplicar seus conhecimentos em contextos reais de vulnerabilidade social, contribuindo para a formação profissional e a humanização do atendimento”, explicou Parreira.

Após as apresentações, os estudantes receberam os termos de compromisso e foram integrados aos profissionais de referência das unidades. A expectativa é de que a atuação deles gere impactos positivos tanto no acolhimento à população quanto na valorização dos servidores públicos.

#PraCegoVer

Na imagem principal a vice-prefeita Vânia discursa para os estagiários em um sala ampla com um microfone. Nas imagens da galeria, outras fotos registrando o evento com muitas pessoas sentadas assistindo as declarações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Quinto corte da Selic abre espaço para crédito rural mais barato

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O Banco Central reduziu a taxa básica de juros pela quinta vez consecutiva e abriu espaço para uma diminuição gradual do custo do crédito destinado ao setor produtivo. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.

Desde o início do ciclo de redução, em março, a taxa caiu 1,25 ponto percentual. A Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, o maior patamar em quase duas décadas.

Para o agronegócio, a continuidade dos cortes representa uma sinalização positiva, sobretudo em um momento de maior restrição na oferta de crédito e de preparação da safra 2026/27. Juros menores podem aliviar o financiamento de máquinas, equipamentos, armazenagem, irrigação, custeio e capital de giro.

O efeito, entretanto, não chegará de maneira imediata nem uniforme ao produtor. As operações contratadas com recursos controlados do crédito rural possuem taxas definidas pelo Plano Safra e não acompanham automaticamente cada alteração da Selic.

A transmissão tende a ser mais direta nas linhas com juros livres, nos empréstimos bancários, nas renegociações de dívidas e nos instrumentos privados de financiamento, como as Cédulas de Produto Rural. Mesmo nesses casos, o custo final também depende do risco atribuído ao produtor, das garantias apresentadas, do prazo da operação e da disponibilidade de recursos.

A redução ocorre depois de uma forte retração do crédito rural tradicional. Dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul mostram que a área financiada pelas linhas de custeio caiu de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares em 12 meses, recuo próximo de 26%.

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No mesmo período, o volume de crédito rural bancário, sem considerar títulos privados, diminuiu 12%, para R$ 181,1 bilhões. O número de contratos também caiu 10,3%, para 777,8 mil. A sequência de reduções na Selic pode ajudar a melhorar esse ambiente, embora a taxa ainda permaneça elevada para investimentos de longo prazo.

A cautela dos bancos também está relacionada à deterioração de parte da carteira agropecuária. Em julho, aproximadamente 23,5% do saldo ativo do crédito rural estava classificado como problemático, situação que abrangia operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas.

Esse quadro aumenta as provisões exigidas das instituições financeiras e torna a concessão de novos empréstimos mais seletiva. Por isso, a queda da Selic melhora o cenário geral, mas não elimina os obstáculos enfrentados pelos produtores com dívidas acumuladas ou histórico recente de renegociação.

A decisão do Banco Central foi favorecida pelo comportamento da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo recuou 0,32% em agosto, resultado influenciado pelo desconto nas contas de energia elétrica. Em 12 meses, a inflação caiu de 4,44% para 4,22%, ficando dentro do limite máximo de 4,5% estabelecido pelo sistema de metas.

Os alimentos consumidos no domicílio também contribuíram para o resultado, com redução de 0,34% em agosto. A queda ajuda a aliviar o orçamento das famílias e amplia o espaço para a redução dos juros, mas o Banco Central continua acompanhando os riscos para os próximos meses.

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Entre os pontos de atenção está o desenvolvimento do El Niño. O fenômeno pode provocar excesso de chuva em parte da Região Sul e períodos de estiagem ou distribuição irregular das precipitações no Centro-Norte do país. Eventuais perdas de produtividade poderiam reduzir a oferta de alimentos e voltar a pressionar os preços.

A instabilidade no Oriente Médio e seus reflexos sobre petróleo, combustíveis, fertilizantes e fretes também dificultam cortes mais rápidos. O aumento desses custos pode atingir diretamente a produção agropecuária e, posteriormente, chegar aos índices de inflação.

O mercado financeiro projeta que a inflação termine 2026 em 4,9%, acima do teto da meta. A estimativa indica que o ciclo de queda da Selic deverá continuar condicionado ao comportamento dos preços, das contas públicas e do cenário internacional.

Para o produtor, a redução para 13,75% representa mais um passo na direção de um crédito menos caro. O ganho efetivo dependerá agora de os bancos repassarem a queda às operações, da ampliação dos recursos disponíveis e da continuidade do controle da inflação.

Mesmo em ritmo moderado, a sequência de cinco cortes melhora as condições para novos investimentos, renegociações e planejamento financeiro das propriedades. A Selic ainda está distante de um nível confortável para o setor produtivo, mas deixou o pico de 15% e passou a seguir uma trajetória que, se mantida, poderá reduzir parte da pressão sobre os custos financeiros do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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