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VI Concurso Nacional de Cacau Especial Oferece R$ 60 Mil em Prêmios para Destaques em Qualidade e Sustentabilidade

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Produtores de cacau de todo o Brasil têm até o dia 16 de agosto para inscrever suas amostras no VI Concurso Nacional de Cacau Especial – Sustentabilidade e Qualidade. Esta é a principal competição do setor no país e distribuirá R$ 60 mil em prêmios para os melhores cacaus nas categorias varietal (cacau de variedade única) e blend (mistura de variedades). O concurso é promovido pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC), em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Estado do Pará (SEDAP-PA).

O Concurso Nacional de Cacau Especial tem como objetivo valorizar a qualidade do cacau brasileiro, destacando também práticas agrícolas sustentáveis. Nesta sexta edição, espera-se a participação de produtores de diversas regiões do país, o que reforça a importância do cacau de alta qualidade tanto no mercado nacional quanto internacional.

Etapas de Classificação

O processo de seleção começa com uma avaliação dos aspectos físico-químicos das amostras de amêndoas de cacau. As 10 amostras mais bem classificadas de cada categoria avançam para as fases seguintes. No laboratório do Centro de Inovação do Cacau, em Ilhéus, um júri técnico, formado pelos principais especialistas sensoriais do país, realiza a análise sensorial do líquor (massa de cacau). Paralelamente, um júri externo composto por jornalistas, chefs de cozinha e profissionais do setor avalia as amêndoas transformadas em chocolate com uma formulação padrão de 70% cacau. Todas as análises são feitas às cegas, utilizando um rigoroso sistema de codificação das amostras. Além disso, os 20 finalistas serão visitados por auditores técnicos para verificar os critérios de sustentabilidade nas propriedades onde os cacaus são cultivados.

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Seletiva para o Concurso Internacional

A VI edição do Concurso Nacional servirá como seletiva oficial para o Cacao of Excellence Awards 2025. Após o desempenho dos produtores brasileiros na última edição, realizada em Amsterdã em fevereiro deste ano, o Brasil garantiu a participação de 8 representantes na próxima competição internacional, que reconhecerá as melhores amêndoas de cacau do mundo.

Adriana Reis, Gerente de Qualidade do CIC, expressa otimismo em relação à competição: “Sabemos que o Brasil tem se destacado na produção de cacau fino. Estamos ansiosos para receber e analisar a safra de 2024”. O desempenho brasileiro no Cacao of Excellence Awards 2023, com duas medalhas de ouro e uma de prata, foi o melhor do país em todas as edições e o segundo melhor entre todas as origens participantes. Adriana complementa: “Estamos com boas perspectivas e esperamos conhecer melhor os estados produtores e a excelência dos lotes. É um ano para trabalharmos ativamente e destacar o Brasil no concurso internacional de 2025”.

Sustentabilidade

Um diferencial do concurso é a ênfase na responsabilidade socioambiental dos participantes. Anna Paula Losi, Presidente-executiva da AIPC, ressalta a importância da qualidade aliada à sustentabilidade: “A qualidade do cacau proporciona ganhos diferenciados, mas é fundamental que o produtor assegure práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente, os trabalhadores rurais e promovendo renda para todos os envolvidos.” O Currículo de Sustentabilidade do Cacau faz parte dos critérios de avaliação, reforçando a necessidade de alinhar qualidade e sustentabilidade para acessar o mercado global.

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A cerimônia de premiação do VI Concurso Nacional de Cacau Especial – Sustentabilidade e Qualidade ocorrerá no dia 28 de novembro em Belém, no Pará. O evento é patrocinado por diversas entidades, incluindo AIPC, Gencau, Mars, Mondelēz International – Cocoa Life, SEDAP-PA, Dengo, ABICAB, Harald Chocolates, Instituto Arapyaú, Newe Seguros e SENAR-BA.

Para mais informações e para acessar o edital e o formulário de inscrição, visite o site: omelhorcacaudobrasil.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia nutricional no hortifruti reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade dos alimentos, aponta especialista

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O setor de hortifruti enfrenta um desafio crescente para equilibrar produtividade e qualidade, ao mesmo tempo em que busca reduzir perdas ao longo de toda a cadeia, do campo até o consumidor final. Por serem altamente sensíveis a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, frutas e hortaliças podem ter seu valor comercial comprometido por desequilíbrios ao longo do ciclo produtivo.

Especialistas apontam que parte significativa dessas perdas tem origem ainda na fase de cultivo, o que reforça a importância de um manejo nutricional mais preciso e tecnificado desde o início da produção.

Perdas começam no campo e impactam toda a cadeia produtiva

De acordo com a engenheira agrônoma Fernanda Dantas, especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, muitas perdas atribuídas ao pós-colheita têm origem no campo.

Segundo a especialista, falhas no manejo nutricional comprometem a resistência, a uniformidade e a vida útil dos produtos, afetando diretamente a qualidade final.

“Embora as perdas sejam mais visíveis no transporte, armazenamento e varejo, grande parte delas começa no campo, com desequilíbrios nutricionais que reduzem a qualidade dos frutos e hortaliças”, explica.

Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, aumenta custos operacionais, reduz a eficiência da cadeia produtiva e contribui para o desperdício de alimentos, além de pressionar os preços ao consumidor.

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Nutrição vegetal avança com tecnologias mais precisas

Nos últimos anos, o setor de nutrição vegetal passou por uma evolução significativa, com o desenvolvimento de soluções mais específicas e eficientes para o manejo de hortifruti.

Entre as principais inovações estão fertilizantes especiais, bioestimulantes, aminoácidos e tecnologias de nutrição foliar de alta eficiência, que contribuem para maior tolerância ao estresse e melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.

Segundo Fernanda Dantas, erros comuns no manejo ainda comprometem o desempenho das lavouras.

“Aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além do uso de programas genéricos sem considerar solo, clima e estágio da cultura, estão entre os principais problemas observados no campo”, destaca.

Manejo adequado melhora qualidade e reduz perdas pós-colheita

Um manejo nutricional equilibrado tem impacto direto nos principais atributos valorizados pelo mercado, como coloração, firmeza, uniformidade e desenvolvimento adequado dos frutos.

Nutrientes como cálcio, potássio e micronutrientes desempenham papel fundamental na formação estrutural das plantas e na conservação pós-colheita, aumentando a resistência dos produtos durante transporte e armazenamento.

Como resultado, alimentos com melhor padrão de qualidade apresentam maior aceitação no mercado, melhor valorização comercial, redução de perdas e maior competitividade para o produtor.

Além disso, práticas nutricionais mais eficientes contribuem para a sustentabilidade da produção, com melhor aproveitamento de insumos e redução de perdas por lixiviação, permitindo produzir mais com menor uso de recursos naturais.

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Monitoramento e agricultura de precisão são fundamentais

Para alcançar melhores resultados, especialistas recomendam que o produtor adote um acompanhamento constante da lavoura, com base em análises de solo e foliares, além de observação técnica no campo.

Sinais como desuniformidade, queda de vigor, frutos deformados, baixa produtividade e perda de firmeza podem indicar desequilíbrios nutricionais e necessidade de ajuste imediato no manejo.

“A base técnica é semelhante entre os produtores, mas a estratégia deve ser ajustada conforme estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis para diferentes perfis de produção, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, afirma Fernanda Dantas.

Tecnologia nutricional fortalece competitividade do hortifruti brasileiro

Com o avanço das tecnologias nutricionais e a adoção de práticas mais precisas de manejo, o setor de hortifruti tende a reduzir perdas ao longo da cadeia e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado.

A tendência é de maior profissionalização da produção, com integração entre tecnologia, monitoramento e sustentabilidade, fortalecendo a competitividade do produtor e contribuindo para um sistema alimentar mais eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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