AGRONEGÓCIO

Veracel Apresenta Relatório de Sustentabilidade 2024

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A Veracel, indústria de celulose com sede na região Sul da Bahia, divulgou seu Relatório de Sustentabilidade 2024, apresentando os resultados e as principais conquistas da companhia em várias áreas, incluindo a agenda ambiental, social e de governança (ASG). O relatório destaca, entre outros pontos, a maior expansão de base florestal já registrada pela empresa, que somou 3,8 mil hectares — o dobro da área expandida no ano anterior.

A produtividade florestal da Veracel aumentou 10% em relação a 2023, resultado de uma série de ações planejadas para otimizar suas operações. Isso inclui melhorias no aproveitamento de mudas, o uso de novas tecnologias e a inauguração de um viveiro de pesquisa voltado ao aprimoramento genético das plantações de eucalipto. A empresa também comemorou a produção de 21 milhões de toneladas de celulose desde o início das suas operações em 2005.

A Veracel opera em 11 municípios da Bahia, com uma área certificada de 203,7 mil hectares, dos quais 90,6 mil são destinados à produção florestal. A empresa mantém um hectare de mata nativa para cada hectare de eucalipto plantado, e seus processos são amparados por certificações internacionais. Segundo Caio Zanardo, diretor-presidente da Veracel, “reafirmamos, de forma cada vez mais consistente, nosso compromisso com uma atuação sustentável, pautada pelas melhores práticas de gestão, pela preservação ambiental e pela construção de relações sólidas e duradouras com as comunidades do entorno”.

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Avanços Ambientais e Sociais

Na área ambiental, a Veracel se destacou pelo estudo conduzido em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia, que mapeou a origem de resíduos plásticos encontrados nas praias próximas ao Terminal Marítimo de Belmonte (TMB). Além disso, a empresa retirou 140 kg de lixo plástico das praias do Extremo Sul da Bahia, material que foi devidamente reciclado.

A companhia reciclou mais de 50 mil toneladas de resíduos industriais em 2024, aumentando em quase 30% o índice de reciclagem nos últimos 12 anos. Outro importante marco ambiental foi a restauração de 411,06 hectares de floresta nativa no Sul da Bahia, por meio do Programa Mata Atlântica (PMA), que já contribuiu com o plantio de mais de 8 mil hectares desde 1994.

Investimentos em Pessoas e Comunidades

No âmbito social, a Veracel foi reconhecida, pelo sétimo ano consecutivo, como uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, segundo a consultoria Great Place to Work (GPTW). O aumento de 34,2% da representatividade feminina na liderança da empresa também é um reflexo das iniciativas de diversidade e inclusão promovidas pela companhia, como programas de mentoria e capacitação.

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A empresa investiu aproximadamente R$ 10 milhões em programas sociais em 2024, beneficiando diretamente 1.661 famílias em programas de apoio à agricultura familiar. Além disso, a Veracel mantém um forte relacionamento com as 34 comunidades indígenas da região, e seu programa “Educação é Vida” impactou quase 6 mil alunos e professores, com a doação de kits escolares.

A Veracel também apoia 20 colônias e associações de pescadores locais, doando 1.391 kits de salvatagem em 2024, e colaborou com a reforma da sede da Associação de Pesca de Santo Antônio, além de planejar a reconstrução do PIER de Santa Cruz para 2025.

Em seu fechamento, Zanardo reafirmou: “O Relatório de Sustentabilidade é um registro da nossa atuação, pautada pela inspiração em construir um futuro melhor para todas as pessoas de nossa empresa e comunidade, assim como pelo desejo de gerar oportunidade e desenvolvimento em todo o nosso território de atuação”.

Relatório de Sustentabilidade de 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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