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Variações nos contratos futuros do açúcar sinalizam semana de queda nas cotações

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Na última sexta-feira (8), os contratos futuros do açúcar apresentaram um fechamento misto nas bolsas internacionais, com destaque para Nova York e Londres. Os mercados de maior liquidez em Nova York encerraram em alta, enquanto em Londres, todos os lotes registraram valorização. Contudo, ao longo da semana, os contratos experimentaram uma queda geral em ambas as bolsas.

No mercado de Nova York, o lote março/24 da ICE Futures foi cotado a 23,36 centavos de dólar por libra-peso, com uma valorização de 33 pontos em comparação ao dia anterior. Outros vencimentos, como maio, julho e outubro de 2024, apresentaram altas de 23, 15 e 3 pontos, respectivamente. No entanto, os demais contratos registraram quedas variando entre 6 e 44 pontos.

O economista Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, apontou que o mercado futuro de açúcar em Nova York continuou a tendência de queda observada na semana anterior, retornando aos mínimos de 22,80 centavos de dólar por libra-peso no início de julho. Ele ressaltou que a atribuição da acentuada queda aos limites na produção de etanol pelo governo indiano pode ser desproporcional, uma vez que os fundamentos do mercado superaram as narrativas.

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Em Londres, a sexta-feira foi marcada por ganhos em todos os lotes do açúcar branco. O vencimento março/24 foi negociado a US$ 654,40 por tonelada, com uma valorização de 8,30 dólares em relação ao dia anterior. O contrato maio/24 subiu 6,30 dólares, alcançando US$ 637,10 por tonelada. Os demais contratos apresentaram elevações entre 1,20 e 5,30 dólares.

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq registrou, pelo terceiro dia consecutivo, baixa nas cotações do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 155,25 pelas usinas, uma pequena variação negativa de 0,10% em comparação ao dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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