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Variações climáticas afetam a saúde das vacas leiteiras e aumentam os casos de mastite

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As frequentes variações climáticas representam um risco significativo para a saúde dos rebanhos leiteiros, especialmente no que tange ao aumento dos casos de mastite, uma inflamação da glândula mamária que impacta diretamente a produção de leite. Segundo Thales Vechiato, médico-veterinário e gerente de produtos para grandes animais da Pearson Saúde Animal, mudanças bruscas de temperatura, ondas de calor e altos índices de umidade criam um ambiente propício ao desenvolvimento da mastite e de outras enfermidades. “Essas oscilações climáticas prejudicam a imunidade das vacas”, alerta.

O estresse térmico compromete o sistema imunológico dos animais, o que favorece a ocorrência de infecções, incluindo a mastite. Em condições de calor intenso, as vacas alteram seu comportamento, diminuindo a ingestão de alimentos e aumentando a procura por água, o que afeta seu metabolismo e a capacidade de resposta imunológica. Além disso, a umidade elevada, especialmente em regiões com alta pluviosidade, deteriora as condições nas instalações dos animais, facilitando a proliferação de microrganismos. “A umidade constante nas instalações é uma preocupação, pois favorece a presença de patógenos que podem infectar o úbere, comprometendo a produção de leite”, explica Vechiato.

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As rápidas variações de temperatura, conhecidas como “estresse térmico de transição”, também prejudicam o metabolismo das vacas, aumentando o risco de infecções e afetando a produção de leite. Para mitigar os impactos do estresse climático, Vechiato recomenda a implementação de medidas preventivas, como melhorar a ventilação dos ambientes, garantir acesso constante a água limpa e fresca, e monitorar a saúde do rebanho com rigor.

Uma das soluções eficazes no combate à mastite é o Newmast, da Pearson Saúde Animal, que se destina ao tratamento de casos agudos ou crônicos em vacas em lactação, causados por Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Escherichia coli. O produto atua de maneira dupla, combatendo os agentes infecciosos e aliviando os sintomas inflamatórios da mastite por meio da ação anti-inflamatória da Neomicina, Espiramicina e flumetasona, promovendo uma recuperação mais rápida das fêmeas e acelerando seu retorno à produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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