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Variações climáticas afetam a saúde das vacas leiteiras e aumentam os casos de mastite

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As frequentes variações climáticas representam um risco significativo para a saúde dos rebanhos leiteiros, especialmente no que tange ao aumento dos casos de mastite, uma inflamação da glândula mamária que impacta diretamente a produção de leite. Segundo Thales Vechiato, médico-veterinário e gerente de produtos para grandes animais da Pearson Saúde Animal, mudanças bruscas de temperatura, ondas de calor e altos índices de umidade criam um ambiente propício ao desenvolvimento da mastite e de outras enfermidades. “Essas oscilações climáticas prejudicam a imunidade das vacas”, alerta.

O estresse térmico compromete o sistema imunológico dos animais, o que favorece a ocorrência de infecções, incluindo a mastite. Em condições de calor intenso, as vacas alteram seu comportamento, diminuindo a ingestão de alimentos e aumentando a procura por água, o que afeta seu metabolismo e a capacidade de resposta imunológica. Além disso, a umidade elevada, especialmente em regiões com alta pluviosidade, deteriora as condições nas instalações dos animais, facilitando a proliferação de microrganismos. “A umidade constante nas instalações é uma preocupação, pois favorece a presença de patógenos que podem infectar o úbere, comprometendo a produção de leite”, explica Vechiato.

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As rápidas variações de temperatura, conhecidas como “estresse térmico de transição”, também prejudicam o metabolismo das vacas, aumentando o risco de infecções e afetando a produção de leite. Para mitigar os impactos do estresse climático, Vechiato recomenda a implementação de medidas preventivas, como melhorar a ventilação dos ambientes, garantir acesso constante a água limpa e fresca, e monitorar a saúde do rebanho com rigor.

Uma das soluções eficazes no combate à mastite é o Newmast, da Pearson Saúde Animal, que se destina ao tratamento de casos agudos ou crônicos em vacas em lactação, causados por Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Escherichia coli. O produto atua de maneira dupla, combatendo os agentes infecciosos e aliviando os sintomas inflamatórios da mastite por meio da ação anti-inflamatória da Neomicina, Espiramicina e flumetasona, promovendo uma recuperação mais rápida das fêmeas e acelerando seu retorno à produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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