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Valtra capacita jovens de ETECs e impulsiona o futuro da mecanização agrícola em parceria com o Governo de SP

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Com foco na formação de uma nova geração de profissionais para o setor agroindustrial, a Valtra — marca pertencente ao grupo AGCO — firmou uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo e o Centro Paula Souza. A iniciativa oferece capacitação técnica em mecanização agrícola a estudantes de Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) do interior paulista, contribuindo para o fortalecimento da mão de obra qualificada no campo.

Parceria estratégica para a formação técnica

A ação, desenvolvida em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o Centro Paula Souza, visa preparar os estudantes para operar e manter máquinas agrícolas de alta tecnologia. O projeto é executado por meio da AGCO, multinacional que também controla as marcas Massey Ferguson e Fendt.

Capacitação complementar ao currículo regular

O programa oferece um módulo técnico adicional à formação dos alunos, sem interferir na grade curricular das instituições. A carga horária é de aproximadamente 160 horas, distribuídas entre aulas teóricas online e atividades práticas no campo, com foco na mecanização agrícola.

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“Nosso objetivo é ampliar as oportunidades de empregabilidade e incentivar o interesse dos jovens pelas tecnologias mais avançadas do setor”, afirma Claudio Esteves, Diretor Comercial da Valtra.

Escolas participantes e critérios de seleção

Três unidades do Centro Paula Souza participam da iniciativa: Jundiaí, Espírito Santo do Pinhal e Rio das Pedras. Ao todo, 30 estudantes foram selecionados — 10 de cada escola — com base no desempenho acadêmico.

As atividades tiveram início em abril e seguem até o final de julho. O conteúdo inclui 79 horas de ensino a distância e 82 horas presenciais, realizadas na Fazenda Santa Elisa, sede do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Conteúdo técnico voltado à agricultura moderna

Durante o curso, os alunos têm acesso a temas que vão desde os fundamentos dos motores até as mais modernas tecnologias de agricultura de precisão, como sistemas GPS, eletro-hidráulica e técnicas de pulverização.

As aulas práticas são conduzidas por instrutores da AGCO e do IAC, com acesso direto a máquinas de última geração, proporcionando uma experiência fundamental para a qualificação profissional dos estudantes.

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Estágio nas marcas do grupo AGCO

Como incentivo adicional, os três estudantes com melhor desempenho ao final do curso serão convidados a estagiar em concessionárias das marcas Valtra, Massey Ferguson e Fendt.

A expectativa é que o projeto seja ampliado para outras unidades de ensino técnico nos próximos semestres, promovendo o acesso a tecnologias de ponta e fortalecendo ainda mais o setor agrícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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