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Vacinas combinadas se consolidam como aliadas estratégicas na suinocultura

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Em um cenário onde eficiência produtiva e bem-estar animal caminham lado a lado, as vacinas combinadas (ou multivalentes) ganham importância na suinocultura moderna. Elas permitem reduzir o número de aplicações, o tempo de manejo e o estresse dos animais, além de simplificar a adesão aos programas vacinais nas granjas.

Apesar dos benefícios, a adoção plena dessa tecnologia ainda enfrenta barreiras relacionadas a desinformação técnica e percepções equivocadas sobre eficácia e segurança.

Especialista explica dúvidas sobre vacinas combinadas

A médica-veterinária Isis Pasian, coordenadora técnica da unidade de Suinocultura da MSD Saúde Animal, afirma que muitas dúvidas surgem devido à presença de múltiplos antígenos em uma única formulação.

“Muitas afirmações generalizadas não consideram princípios básicos da imunologia, características de cada patógeno ou evidências científicas que respaldam o licenciamento desses produtos”, explica.

Mitos e verdades sobre vacinas combinadas

1. Vacina combinada e vacina conjugada são a mesma coisa

Mito. Vacinas combinadas contêm vários antígenos em um único produto, como a Circumvent® CML, que protege contra Circovírus Suíno Tipo 2, Mycoplasma hyopneumoniae e Lawsonia intracellularis.

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Vacinas conjugadas, por outro lado, unem antígenos pouco imunogênicos a uma proteína carreadora para induzir resposta imune eficaz, mas não são usadas comercialmente em larga escala na suinocultura.

2. Vacina combinada sobrecarrega o sistema imune

Mito. Leitões são naturalmente expostos a múltiplos antígenos desde o nascimento. Estudos mostram que vacinas combinadas balanceadas e registradas não causam sobrecarga ou perda de proteção.

3. Vacinas combinadas causam mais reações adversas

Nem sempre. A reatogenicidade depende de formulação, adjuvante, via de aplicação e características do animal. Estudos mostram que vacinas combinadas podem ter reações iguais ou menores do que esquemas separados.

4. Misturar vacinas comerciais no campo cria uma vacina combinada

Mito. Vacina combinada é um produto testado e registrado com todos os antígenos formulados juntos. Misturas improvisadas podem comprometer estabilidade, eficácia e segurança.

5. Todos os componentes da vacina combinada têm proteção e duração idênticas

Mito. Cada antígeno induz resposta imunológica própria, com duração distinta. A avaliação deve ser feita componente a componente.

6. Vacinas combinadas são novidade e pouco validadas

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Mito. Elas existem há décadas em humanos e são amplamente validadas na medicina veterinária, com evidências experimentais e regulamentação formal. Na suinocultura, exemplos incluem combinações contra Erisipela, Parvovirose, Leptospirose e, mais recentemente, a tríplice proteção da Circumvent® CML.

Benefícios comprovados das vacinas combinadas

Redução de manejos e injeções: Menos estresse para os suínos, menos trabalho e menor risco de erro, aumentando a eficiência operacional e o retorno do investimento.

Otimização do uso de insumos: Economia de tempo, mão de obra, seringas e agulhas.

Redução do uso de antimicrobianos: Ao prevenir múltiplas doenças simultaneamente, diminuem os tratamentos terapêuticos e fortalecem estratégias de uso racional de antibióticos.

“Separar mitos de verdades é essencial para que médicos-veterinários e produtores tomem decisões informadas e maximizem os benefícios das vacinas combinadas nos programas de saúde do rebanho”, conclui Isis Pasian.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expectativa de fim das tensões no Oriente Médio derruba preço da ureia

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A queda das cotações internacionais da ureia abre uma janela de alívio para os custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro, em um momento de intensificação das compras para a próxima safra. Segundo analistas, os preços acumulam recuo superior a 40% em oito semanas e já retornam a patamares observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.

O movimento tem impacto direto sobre o planejamento de compras de importadores e cooperativas no Brasil, que dependem fortemente do mercado externo para o abastecimento de fertilizantes nitrogenados. A recomposição de estoques para a safra de verão tende a ganhar ritmo no segundo semestre, período em que o setor costuma aumentar a demanda por insumos.

A correção nos preços ocorre após a redução das incertezas sobre a oferta global, que haviam sido ampliadas pelo risco de interrupção de rotas estratégicas de transporte marítimo no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, responsável por parte relevante do fluxo de petróleo e fertilizantes no comércio internacional, voltou ao centro das atenções do mercado diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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Com a percepção de menor risco logístico, agentes do mercado passaram a reduzir prêmios embutidos nas cotações internacionais. Para analistas, o ajuste reflete mais a reprecificação de risco do que uma mudança estrutural na oferta global de fertilizantes.

Apesar da tendência de queda, o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que há uma proposta de extensão de um cessar-fogo por 60 dias e abertura parcial da rota marítima, mas pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, seguem em aberto.

Especialistas do setor marítimo avaliam que, mesmo em caso de avanço diplomático, a normalização completa do fluxo de navios no Estreito de Ormuz não será imediata. A reorganização das rotas e a retomada da confiança operacional podem levar semanas.

No Brasil, o recuo das cotações ocorre em um momento considerado estratégico para o agronegócio, que concentra a maior parte das compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre. Com preços mais baixos, o setor tende a encontrar condições mais favoráveis para negociação e recomposição de estoques, o que pode ajudar a aliviar parte dos custos de produção da próxima safra.

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Fonte: Pensar Agro

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