AGRONEGÓCIO

Vacinação nos shoppings recebe elogios e amplia imunização

Publicado em

Cuiabá teve o 2º sábado de junho de vacinação em shoppings, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, com objetivo de ampliar o acesso à imunização contra a gripe na capital.

As unidades parceiras são o Pantanal Shopping, Shopping Estação Cuiabá e Shopping Três Américas. Neles, houve movimentação constante de pessoas pertencentes ao público-alvo da campanha contra a Influenza. A ação, coordenada pelo Núcleo da Primeira-Dama Samantha Iris em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem se mostrado eficiente para facilitar o acesso à vacina e ampliar a cobertura vacinal.

Entre as pessoas que compareceram estava Elci Furquim Rosa, funcionária pública. Em tratamento médico e com imunidade baixa, ela fez questão de se vacinar. “Eu acho que é de suma importância a vacinação, em especial quando a gente está nesse período em que a imunidade cai muito. Desde criança minha mãe cuidava da minha carteira de vacinação, e hoje essa responsabilidade é minha. Continuo me cuidando”, declarou.

Quem também marcou presença foi Maria Cleonice dos Santos, que destacou a relevância da prevenção. “A gente tem visto muitas doenças voltando. Por isso é extremamente importante estar vacinado. As vacinas estão aí justamente para nos prevenir. A população precisa aproveitar esse tipo de oportunidade que a Prefeitura oferece”, elogiou.

Leia Também:  Sistema Faemg Senar lançada campanha para fomentar popularidade das cadeias de ovinos e caprinos

A campanha é voltada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde, entre outros. Para receber a vacina, basta apresentar documento oficial com foto.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Lucia Helena Barboza Sampaio, a meta é aumentar a cobertura vacinal na cidade, que ainda está abaixo do ideal. “Precisamos aumentar esse índice com urgência. A vacina é segura, gratuita e está disponível não só nos shoppings, mas também em todas as Unidades Básicas de Saúde durante a semana”, alertou.

A vacinação nos centros comerciais segue nos dias 21 e 28 de junho, das 10h às 19h. A estratégia busca levar proteção à população justamente onde ela está: em espaços de lazer e convivência, tornando a prevenção mais acessível e eficaz.

#PraCegoVer

A imagem principal mostra uma mulher de preto recebendo a vacina das mãos da profissional de saúde municipal. Ao fundo o cartaz com os dizeres: Aqui tem vacina.

Leia Também:  Powell Destaca Riscos de Desemprego e Inflação com Tarifas e Reitera Postura Cautelosa do Fed

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

Published

on

A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

Leia Também:  Indústria da carne suína mantém cautela nas negociações em meio à sazonalidade e leve recuperação do consumo

Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

Leia Também:  Powell Destaca Riscos de Desemprego e Inflação com Tarifas e Reitera Postura Cautelosa do Fed

A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA