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Vacinação In Ovo: Técnica para Garantir Imunidade Precoce e Desenvolvimento Adequado dos Embriões

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A vacinação in ovo, técnica utilizada para garantir imunidade precoce contra vírus como o da doença de Marek, é uma das grandes inovações na avicultura. De acordo com os médicos-veterinários José Fernando Truzzi e Edson Ploncoski, da divisão de Aves da Zoetis, a aplicação da vacina nesse estágio oferece benefícios significativos, mas também exige cuidado, pois a precocidade da injeção tem limitações.

A principal dificuldade está na uniformidade do estágio de desenvolvimento dos embriões, que pode ser influenciada por fatores como linhagem, idade do lote de reprodutora, fertilidade e tipo de equipamento utilizado. Esses aspectos devem ser levados em conta durante o planejamento da incubação, a fim de evitar impactos negativos no desenvolvimento dos embriões, especialmente no momento da eclosão.

Com o aumento da adoção de equipamentos de incubação de estágio único, que proporcionam um desenvolvimento mais uniforme, a recomendação é realizar a injeção quando os embriões atingirem um estágio mínimo necessário, garantindo que todos os ovos estejam no mesmo nível de desenvolvimento. O momento ideal para a injeção é próximo ao 19º dia de incubação, quando os embriões estarão prontos para receber a vacina sem riscos de aplicação precoce. Nesse caso, é importante controlar a percentagem de bicagem externa, que não deve ultrapassar 1%.

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O processo de vacinação in ovo também exige precisão na deposição da vacina. O sistema de injeção Embrex é projetado para garantir que a dose vacinal seja aplicada corretamente, sem prejudicar as estruturas embrionárias. A vacina é cuidadosamente injetada, preservando sua qualidade e evitando que o vírus vacinal perca sua eficácia durante o processo. Essa precisão é essencial, especialmente no caso do vírus contra a doença de Marek, que é altamente sensível e pode sofrer perdas durante a injeção.

A comparação com a aplicação subcutânea, como a realizada com vacinadoras pneumáticas manuais, ilustra a importância do controle da pressão aplicada. Quando a pressão é excessiva, pode ocorrer a ruptura de células que contêm o vírus, comprometendo a qualidade da vacina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.

Commodities e agronegócio puxam queda do IPA

O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.

Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.

No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:

  • Cana-de-açúcar;
  • Café em grãos.
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De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.

Matérias-primas registram maior recuo

Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.

Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.

O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.

Inflação ao consumidor perde força

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.

Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:

  • Habitação;
  • Alimentação;
  • Saúde e Cuidados Pessoais;
  • Transportes;
  • Vestuário.

A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.

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Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.

Construção civil mantém pressão sobre custos

Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.

O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.

Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.

Cenário favorece controle da inflação

O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.

Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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