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Uso de atrativo alimentar para mariposas cresce 300% e impulsiona controle de lagartas no agronegócio brasileiro

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A adoção do atrativo alimentar Chamariz®, tecnologia desenvolvida pela AgBiTech para controle comportamental de mariposas, registrou forte expansão na safra 2025/26 no Brasil. Segundo dados da companhia, a solução ultrapassou 850 mil hectares tratados no período, volume que representa quase o triplo em relação à safra anterior.

O avanço reflete o aumento da pressão de lagartas em diferentes sistemas produtivos e a busca dos agricultores por estratégias mais eficientes de manejo integrado de pragas, com foco em produtividade e redução de perdas no campo.

Tecnologia atua no controle das mariposas antes da fase de lagarta

O Chamariz® é descrito como uma ferramenta de controle comportamental de lepidópteros, atuando diretamente sobre as mariposas — estágio adulto das principais pragas agrícolas.

A tecnologia tem como alvo espécies como Helicoverpa spp., o complexo de Spodoptera, além de insetos como Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu, entre outros que impactam culturas agrícolas de grande relevância no Brasil.

De acordo com o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, a solução tem sido amplamente adotada por grandes grupos produtores por atuar de forma preventiva, reduzindo a população de pragas antes da postura de ovos.

Segundo ele, a estratégia de controle na fase adulta representa uma mudança importante no manejo fitossanitário, com impacto direto na redução de danos às lavouras.

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Crescimento expressivo e aumento da base de usuários

A companhia destaca que a base de clientes que utilizam a tecnologia cresceu cerca de 300% em duas safras. Para a safra 2026/27, a expectativa é de continuidade no ritmo de expansão, acompanhando o aumento da pressão de pragas em diversas regiões produtoras.

Em áreas avaliadas a campo, foram registradas capturas superiores a 20 mil mariposas por hectare, sendo uma parcela significativa composta por fêmeas. Segundo estimativas técnicas, uma única mariposa pode depositar até 1,5 mil ovos, o que evidencia o potencial de redução da infestação futura quando o controle é realizado de forma antecipada.

Pesquisas apontam redução de danos e alta eficiência no campo

Estudos conduzidos pela AgBiTech indicam resultados expressivos na eficiência da tecnologia em diferentes culturas.

Em experimentos realizados em algodão, o uso do Chamariz® proporcionou redução de até 87% na incidência de lagartas, além de diminuição de 70% nos danos às estruturas reprodutivas das plantas.

Segundo o pesquisador sênior da empresa, Daniel Caixeta, os testes demonstram desempenho superior em comparação a soluções concorrentes, mesmo em doses menores de aplicação e com efeito prolongado por até quatro dias.

Em ensaios realizados em lavouras de sorgo, a tecnologia apresentou forte desempenho no controle da Spodoptera frugiperda, com média de 621 mariposas capturadas e eliminadas, superando significativamente produtos comparativos avaliados em campo.

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Controle comportamental fortalece manejo integrado de pragas

O sistema “atrai-mata”, utilizado pelo Chamariz®, combina atrativo alimentar com inseticida, permitindo não apenas a eliminação das mariposas, mas também a interrupção do ciclo reprodutivo da praga, reduzindo a formação de novas gerações de lagartas.

Em determinadas áreas de soja, avaliações técnicas apontam que o controle de mariposas evitou potenciais populações de milhões de lagartas por hectare, reforçando o impacto preventivo da tecnologia.

Tecnologia internacional ganha espaço no Brasil

Originado na Austrália, o Chamariz® encontrou no Brasil condições favoráveis para sua adoção, especialmente devido à alta incidência e diversidade de mariposas que afetam as principais culturas agrícolas do país.

Segundo a AgBiTech, o amplo espectro de ação da tecnologia, aliado à sua contribuição para a produtividade e rentabilidade das lavouras, tem sido determinante para sua rápida expansão no mercado brasileiro.

Com o aumento da pressão de pragas e a necessidade de soluções mais eficientes e sustentáveis, a tendência é de crescimento contínuo na adoção de ferramentas de controle comportamental no manejo agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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