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Usinas de Biomassa Buscam Participação em Leilão de Potência de Energia

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O segmento de cogeração de energia renovável está pleiteando junto ao governo federal a possibilidade de competir no próximo Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP). Previsto para ocorrer entre o final de 2024 e o início de 2025, o leilão tem como objetivo contratar a potência de usinas para assegurar o fornecimento de energia elétrica no Brasil.

A principal proposta apresentada pela Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) é a criação de uma modalidade no leilão que permita a contratação de térmicas sazonais renováveis, utilizando biomassa durante o período da safra de cana-de-açúcar, que ocorre de abril a novembro. A cogeração de energia, que é a produção simultânea de dois ou mais tipos de energia (elétrica, térmica, mecânica) a partir de um único combustível, atualmente contribui com 10% da energia elétrica gerada no país, totalizando 21 GW dos 204 GW da matriz elétrica brasileira.

Essas usinas, que já produzem eletricidade via cogeração para consumo próprio e exportam o excedente para o sistema elétrico, poderiam ser essenciais para garantir o fornecimento de energia nos horários críticos do final da tarde. Durante este período, a geração solar, que responde por parte significativa do suprimento energético, deixa de operar, reduzindo em cerca de 30 GW a oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

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O presidente-executivo da Cogen, Newton Duarte, destacou que as usinas de cogeração podem auxiliar o sistema elétrico neste desafio. “A energia fotovoltaica é vantajosa pelo seu custo mais baixo, mas sua operação cessa ao anoitecer. Nesse momento, o ONS precisa aumentar rapidamente a geração com hidrelétricas e térmicas para compensar a queda na oferta de energia solar, caso contrário, o sistema pode sofrer um apagão em cascata. Nós podemos contribuir significativamente, pois as hidrelétricas têm suas limitações operacionais”, explica Duarte.

A sugestão foi encaminhada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia, destacando que muitas usinas de cana poderiam fornecer potência ao sistema durante a safra de forma confiável e despachável.

Além das térmicas sazonais, a Cogen propôs a criação de outras duas modalidades de contratação no leilão:

  • Uma modalidade específica para térmicas renováveis que utilizem biogás, biometano (ou uma mistura de gás natural com biometano), licor negro (subproduto da fabricação de celulose), e biomassas de milho e madeira.
  • Uma modalidade para a contratação de térmicas movidas a biocombustíveis nacionais, como etanol e biodiesel.
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Duarte ressaltou ainda que a cogeração de energia contribui para o setor elétrico não só pela produção de energia, mas também pela redução de custos com novas linhas de transmissão, controle da tensão e mitigação da queda de frequência causada pelas novas fontes renováveis intermitentes. Além disso, o setor ajuda a promover o adensamento industrial com usinas distribuídas por todo o território nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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