AGRONEGÓCIO

Usina solar em fazenda de café gera economia de R$ 552 mil ao ano

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O uso de energia solar no agronegócio tem um exemplo positivo na cidade de Vila Valério, no Espírito Santo. Afinal, o produtor de café Rodrigo Colombi Frota ativou quatro usinas que somam 401,1 kWp de potência instalada. Além da economia direta de R$ 552 mil/ano, a fazenda de café deve ter um aumento de produtividade entre 10% e 15% para a safra de 2024. Conforme matéria publicada no portal Além da Energia.

Fazenda de café

Antes de mais nada, esse ganho é oriundo de melhorias no processo produtivo com a maior disponibilidade de energia. Assim, ampliando a produtividade por área e aumentando as horas de irrigação diárias. Resumidamente, pois, o cafeicultor pretende aumentar a produção gastando menos energia.

Dessa forma, essa é uma das razões pela qual as usinas foram instaladas em diferentes pontos da fazenda. E, desde já, geram toda energia necessária para o funcionamento das bombas de irrigação da lavoura e secadores de café em períodos de colheita.

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Estrutura

Das quatro usinas, três têm uma estimativa de geração de aproximadamente 13,5 mil Kw/mês. Ademais, foram construídas em uma área de 800 metros quadrados. Em suma, a quarta irá gerar em torno de 7,8 mil Kw/mês e foi implantada em uma área de 500 metros quadrados.

“O investimento em energia solar é muito vantajoso, pois o payback é extremamente rápido. E, após isso, calculo que teremos uma economia de até 95% na conta de energia”, disse Frota em depoimento ao Canal Solar.

De acordo com ele, a adição de produtividade deve gerar de 2 mil a 3 mil sacas de café a mais. O que significaria, portanto, um excedente de caixa de até R$ 1,5 milhão. Além da redução de custos com energia.

Usina solar no agro

Sobretudo, dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram uma alta de 63% na instalação de sistemas fotovoltaicos em propriedades rurais. De antemão, em 2021, instalaram 42,9 mil sistemas de energia solar em fazendas. Frente a 70,2 mil em 2022, por fim.

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Já em termos gerais, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) aponta que, de um total de 27,8 mil MW de potência instalada em energia solar no Brasil, 1,3 mil MW estão instalados em propriedades rurais. Ou seja, o que representa 14,4% desse mercado.

Em conclusão, outro dado da Absolar mostra que, em 2021, o número de instalações em propriedades rurais aumentou 83,7% em relação a 2020. Nesse sentido, são muitas as vantagens de se instalar usina solar em fazenda de café – e outras culturas.

Fonte: Hub do Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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