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USDA vê safra recorde de milho nos EUA e preço cai em Chicago

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Esse cenário não abre espaço para reação dos preços na bolsa de Chicago. Diante disso, os lotes do cereal para dezembro caíram 1,68%, com a cotação de US$ 4,68 por bushel.

O principal ajuste se deu na oferta americana, que vem crescendo desde o mês passado. Hoje, o órgão elevou em 1,13% sua estimativa de colheita no país, para 386,97 milhões de toneladas, bem acima das 383,02 milhões que foram projetadas por analistas de mercado.

“O aumento nas estimativas veio um pouco maior que a encomenda. Se este número [386,97 milhões de toneladas] de fato se confirmar, será a maior produção de milho da história dos EUA, garantida pelo aumento de área, e que poderia ter sido ainda maior, não fossem alguns problemas climáticos ao longo do ciclo”, destaca Daniele Siqueira, analista da AgRural.

Como resultado de uma indicação de oferta maior, os preços futuros do cereal bateram o menor valor desde setembro de 2021. Mas a especialista diz que agora o comportamento dos contratos vai depender da demanda pelo milho americano e do que vai acontecer na safra 2023/24 da América do Sul.

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“A percepção de que a janela do milho safrinha 2024 do Brasil poderá ser prejudicada pelos problemas no plantio da soja é um fator que pode dar suporte às cotações. Por outro lado, se o clima continuar colaborando, a Argentina pode ter uma grande recuperação nesta safra 2023/24, cobrindo pelo menos parte de eventuais reduções no Brasil”, lembra Daniele.

Trigo

Nesta quinta, o trigo recuperou parte dos ganhos de mais de 4% na última sessão na bolsa de Chicago, após estimativas favoráveis para a produção em alguns grandes produtores do cereal. Os contratos que vencem em dezembro fecharam em queda de 1,94%, a US$ 5,8075 por bushel.

Ainda que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos tenha revisado para baixo suas estimativas para a oferta global de trigo em 2023/24, a perspectiva para o aumento dos estoques cresceu 0,22% neste mês.

Além disso, os prognósticos do departamento mantêm a indicação de que a Rússia, principal exportador mundial, seguirá como uma força negativa aos preços em Chicago. O órgão aumentou em quase 6% sua estimativa para a colheita russa, que agora está prevista em 90 milhões de toneladas.

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Outro dado com peso significativo para o mercado, foi o aumento das projeções de exportações da Ucrânia, que cresceram 9,1% em relação ao mês anterior, para 12 milhões de toneladas.

Os ucranianos têm conseguido escoar suas mercadorias agrícolas mesmo após o fim de um acordo firmado com a Rússia, em julho.

Desde 8 agosto, com a criação de um corredor de exportação temporário no Mar Negro, a Ucrânia exportou 3,3 milhões de toneladas de grãos, que foram transportados em 91 navios, segundo informou o ministro da Infraestrutura do país, Oleksandr Kubrakov.

Fonte: Globo Rural

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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