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USDA ajusta projeções globais para soja, milho, trigo e algodão no relatório de julho

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Relatório WASDE de julho traz atualizações nos principais grãos globais

O relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no documento WASDE Grãos e analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA, apresentou importantes revisões nas projeções globais de oferta e demanda (O&D) para as safras 2025/26 de soja, milho, trigo e algodão.

Soja: estoques globais sobem, mesmo com queda nos EUA
  • Estoque final mundial foi levemente elevado de 125 para 126 milhões de toneladas (MMt).
  • Produção dos EUA teve leve corte, passando de 118,4 para 118 MMt.
  • Brasil manteve a projeção de produção em 175 MMt para 2025/26.
  • Importações da China seguem estáveis em 112 MMt.

Em relação ao Brasil, o relatório indicou que o país continua com estoques finais robustos e exportações em alta. O esmagamento nacional de soja deve chegar a 58 MMt, enquanto a exportação se mantém em 112 MMt.

Milho: cortes nos EUA e estoques globais em queda
  • Estoque final global caiu de 275 para 272 MMt.
  • Produção dos EUA foi reduzida de 402 para 399 MMt.
  • Produção brasileira teve leve revisão positiva: de 130 para 132 MMt.
  • China permanece com produção estimada em 295 MMt.
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No Brasil, o consumo doméstico subiu para 94 MMt e os estoques finais foram reajustados para 3,6 MMt, ainda bem abaixo dos níveis anteriores. A exportação brasileira segue projetada em 43 MMt.

Trigo: revisões positivas na Rússia, UE e EUA

Estoque final mundial foi ajustado para baixo, de 263 para 262 MMt.

  • Exportações dos EUA subiram de 22,5 para 23,1 MMt.
  • Produção da UE passou de 136,6 para 137,3 MMt.
  • Exportação da Rússia aumentou de 45 para 46 MMt.

Para o Brasil, a produção de trigo está mantida em 8 MMt, com exportações estimadas em 2,7 MMt. Os estoques finais nacionais foram revistos para 2,1 MMt.

Algodão: crescimento na produção global e nos estoques
  • Produção global foi elevada de 25,5 para 25,8 MMt.
  • Estoque final mundial subiu para 16,8 MMt.
  • Safra dos EUA foi ajustada para cima, de 3 para 3,2 MMt.
  • Importações da China recuaram de 1,4 para 1,3 MMt.

O Brasil segue com forte desempenho: a produção de algodão foi mantida em 4 MMt, com exportações projetadas em 3,1 MMt e estoque final de 0,9 MMt, crescimento de quase 12% sobre a estimativa anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia e química industrial garantem padrão e qualidade do chocolate mesmo com volatilidade do cacau

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Mercado do cacau volta a registrar superávit após anos de instabilidade

Após dois anos de forte oscilação no mercado internacional, a cadeia do cacau começa a dar sinais de recuperação. Segundo dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO), o déficit registrado na safra 2023/24 foi revertido, com projeção de superávit de 48 mil toneladas na safra 2024/25.

A produção global deve alcançar cerca de cinco milhões de toneladas, indicando um cenário mais equilibrado, embora ainda sujeito a riscos climáticos e produtivos.

Produção segue em alta, mas setor ainda monitora riscos climáticos

Mesmo com a recuperação, o setor permanece atento a fatores estruturais que podem impactar a oferta global. De acordo com reportagem da Reuters, a Costa do Marfim — maior produtor mundial de cacau — projeta crescimento de 10,5% na safra 2025/26, com produção entre 2 e 2,1 milhões de toneladas.

Ainda assim, desafios como envelhecimento das lavouras, doenças e variações climáticas continuam no radar das principais regiões produtoras.

Preço do cacau atinge recorde histórico e reforça busca por eficiência

Nos últimos anos, o mercado também enfrentou forte pressão de preços. Dados da Trading Economics apontam que o cacau atingiu o recorde de US$ 12.906 por tonelada em dezembro de 2024.

Embora a cotação tenha recuado para cerca de US$ 3.800 por tonelada em junho deste ano, o histórico recente reforça a necessidade de maior eficiência industrial, redução de perdas e padronização de processos na cadeia de alimentos.

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Indústria brasileira amplia produção de chocolates

No Brasil, o setor mantém crescimento moderado. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB) mostram que a produção nacional passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.

O avanço reforça a importância de tecnologias industriais capazes de garantir regularidade na qualidade do produto final, mesmo com variações na matéria-prima.

Processos químicos garantem padronização do chocolate na indústria

Dentro desse cenário, processos industriais pouco visíveis ao consumidor ganham relevância estratégica. Segundo especialistas do setor, a qualidade do chocolate não depende apenas do cacau, mas também da capacidade da indústria de controlar suas variações naturais.

De acordo com Renan Coelho, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, o cacau é uma matéria-prima agrícola altamente variável.

“O cacau muda conforme região, clima, solo e safra. O consumidor espera o mesmo sabor e textura em qualquer marca. A tecnologia permite transformar essa variabilidade em um produto padronizado”, explica.

Alcalinização do cacau melhora sabor, cor e solubilidade

Estudos publicados na revista científica Food Science and Technology International indicam que o processo de alcalinização altera propriedades como pH, cor e características sensoriais do cacau, influenciando diretamente sua aplicação industrial.

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Na prática, esse processo permite:

  • Redução da acidez natural
  • Suavização de notas amargas
  • Intensificação da coloração marrom
  • Melhora na solubilidade em bebidas e misturas industriais

Um dos insumos utilizados é o carbonato de potássio, agente alcalinizante que auxilia no controle de pH durante o processamento.

Controle tecnológico se estende a diferentes produtos alimentícios

Segundo Coelho, a padronização do cacau não se limita ao chocolate em barra. O controle de pH e textura também é essencial em produtos como:

  • Achocolatados em pó
  • Sorvetes
  • Biscoitos
  • Coberturas e recheios
  • Sobremesas lácteas

Essas aplicações exigem estabilidade de cor, sabor e dissolução em produção em larga escala.

Química aplicada sustenta estabilidade da indústria de alimentos

Mesmo com a recuperação da oferta global de cacau, especialistas avaliam que a química aplicada segue essencial para a indústria.

“A função da química não é substituir a qualidade da matéria-prima, mas garantir estabilidade, previsibilidade e desempenho industrial”, afirma o executivo.

Segundo ele, grande parte da inovação do setor ocorre nos bastidores da produção, garantindo que o consumidor final receba um produto consistente, independentemente das oscilações do mercado agrícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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