AGRONEGÓCIO

Universo Pecuária 2025 consolida Lavras do Sul como referência no agronegócio

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A terceira edição do Universo Pecuária, realizada entre os dias 5 e 8 de novembro em Lavras do Sul (RS), reafirmou o município como um dos polos estratégicos da pecuária brasileira. O encontro, promovido pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, reuniu debates técnicos, mostras de inovação e oportunidades de negócios, movimentando o parque de eventos local e fortalecendo a presença do município no cenário agropecuário gaúcho.

Foco em conhecimento e oportunidades de negócios

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Francisco Abascal, o objetivo principal do evento foi plenamente alcançado.

“Nosso propósito é justamente esse: trazer conteúdo, conhecimento e oportunidades de negócio. Lavras é diferenciada, pois o produtor tem alternativas de comercialização praticamente todos os dias, com remates que garantem liquidez e confiança ao mercado”, destacou Abascal.

O dirigente ressaltou que o Universo Pecuária vai além de um espaço para negócios, funcionando também como um fórum de ideias e inovação para o setor.

Sustentabilidade como pilar estratégico

Abascal reforçou a tradição do município em integrar sustentabilidade e pecuária.

“Quando ainda não se falava tanto em meio ambiente, nós já promovíamos debates sobre o tema. Hoje, ver isso integrado à programação do evento mostra que seguimos na vanguarda”, afirmou.

O evento incorporou temas que já eram tratados no antigo encontro O Pampa e o Gado, promovido há mais de 15 anos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis na região.

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Inovação e tecnologia no campo

A programação também destacou tecnologia e inovação. Atividades relacionadas a genética, gestão e novas tecnologias foram realizadas em paralelo às palestras, mostrando a força e o dinamismo do setor pecuário local.

“É possível falar de genética, de gestão e de tecnologia ao mesmo tempo, no mesmo ambiente, e isso é um diferencial do nosso evento”, acrescentou Abascal.

Expectativas para a próxima edição

Com público crescente e conteúdo cada vez mais relevante, o Sindicato Rural de Lavras do Sul já planeja a próxima edição do Universo Pecuária.

“O desafio de superar o sucesso desta edição não nos assusta. Trabalhamos com dedicação e contamos com parceiros fundamentais, como a SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, que nos assessora com excelência. É um trabalho de equipe, de troca constante de ideias e de comprometimento com o desenvolvimento do campo”, concluiu o presidente.

Realização e patrocínio

O Universo Pecuária é promovido pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, em correalização com Cotrisul, Farsul, Senar, Sebrae e Prefeitura Municipal de Lavras do Sul, com projeto e execução da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios. Entre os patrocinadores estão CEEE Equatorial, Banrisul, Sicredi, BRDE, Badesul e o Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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