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Unidades Básicas de Saúde de Cuiabá já contam com vacina contra gripe

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Teve início nesta segunda-feira (7) em Cuiabá a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (gripe), com doses disponíveis em todas as 73 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital. A ação segue orientação do Ministério da Saúde e pretende proteger os grupos mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus da gripe. A vacina protege contra três tipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e influenza B.

Segundo a secretária adjunta de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, Catarina Célia de Araújo, a vacina contra a influenza passou a integrar o calendário de rotina para alguns grupos, o que significa que estará disponível durante todo o ano. “Este ano, gestantes, idosos e crianças de 6 meses a menores de 6 anos – ou seja, até 5 anos, 11 meses e 29 dias – terão acesso contínuo à vacina. Isso é fundamental para prevenir internações e até óbitos decorrentes da gripe”, destacou.

A vacinação é recomendada anualmente, especialmente porque o vírus influenza sofre mutações frequentes. A secretária adjunta, que toma a vacina todos os anos, reforça a importância da imunização: “Já tive gripe mesmo vacinada, mas nunca uma forma grave. A vacina ajuda a evitar complicações sérias da doença”.

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A campanha tem como meta vacinar pelo menos 90% do público-alvo, estimado em cerca de 138 mil pessoas em Cuiabá. No entanto, até o momento, o município recebeu apenas 14 mil doses do Ministério da Saúde e aguarda novas remessas para ampliar a cobertura vacinal. Em 2024, foram 44,89% do público-alvo.

Público-alvo da campanha: crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; puérperas; idosos (60 anos ou mais); povos indígenas e quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde, professores e profissionais das forças de segurança e salvamento; caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo e portuários; trabalhadores dos Correios; pessoas com deficiência permanente; pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;

Para receber a dose, é necessário comparecer a uma UBS com documento de identificação, caderneta de vacinação e, se for o caso, um comprovante de pertencimento a um dos grupos prioritários, como laudo médico ou documento funcional.

A Prefeitura de Cuiabá reforça a importância da adesão da população à campanha, especialmente entre os grupos prioritários, para garantir maior proteção contra a doença e reduzir os impactos sobre a rede de saúde. O Dia D de vacinação está programado para 10 de maio.

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A imagem mostra uma enfermeira vacinando uma idosa contra a influenza. A idosa veste roupas azuis e a enfermeira, jaleco branco.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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