AGRONEGÓCIO

Unidade do Siminina é reaberta no Jardim Vitória com estrutura ampliada

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A Prefeitura de Cuiabá promoveu, nesta segunda-feira (16), a reabertura da unidade do Programa Siminina no bairro Jardim Vitória, oferecendo um novo espaço preparado para acolher meninas e suas famílias. A estrutura foi organizada para ampliar o atendimento e fortalecer as atividades do programa na região.

A unidade atende cerca de 50 meninas que antes frequentavam o polo do Novo Paraíso. A transferência foi necessária devido à falta de espaço para as atividades no antigo local.

O espaço passou por melhorias e agora conta com salas novas, ambiente climatizado com ar-condicionado e banheiros adequados, proporcionando mais conforto para as meninas e para a equipe que atua no local. A unidade foi preparada com cuidado para garantir um ambiente acolhedor e propício ao desenvolvimento das atividades educativas, como coral e balé.

Durante a reabertura, a primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, madrinha do programa Siminina, destacou que a iniciativa existe para incentivar sonhos e mostrar novas possibilidades para o futuro. “Nosso papel é ajudar as pessoas, e vocês também podem fazer isso. Podem ser o que quiserem quando crescerem. Se quiserem ser vereadora ou prefeita um dia, também podem. Queremos construir o melhor Siminina de todos os tempos. Aproveitem todas as atividades oferecidas”, afirmou Samantha.

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O momento também contou com agradecimentos da comunidade. A moradora Ingrid Amaro, mãe das participantes Ana Clara e Isabela, destacou a importância do retorno do projeto para o bairro. Segundo ela, a comunidade lutou para que o programa voltasse à região, devido à grande necessidade das meninas por atividades de apoio, educação e convivência. “Agradeço à equipe responsável pela implantação da unidade e à gestão municipal por atender ao pedido da população”, disse.

A vereadora Katiuscia Manteli também participou do evento, ressaltando os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade. Ela destacou que iniciativas como o Siminina inspiram novas gerações, mostrando que, apesar das dificuldades, as mulheres podem conquistar qualquer espaço que desejarem.

A diretora da Escola Espírita Irmão Praeiro, Genilia Godoes, comemorou a parceria que possibilitou a instalação da unidade no espaço da escola, afirmando que a iniciativa trouxe uma nova energia para a comunidade escolar.

A coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro, explicou que a nova unidade ampliou significativamente o número de vagas. No antigo polo do Novo Paraíso, eram oferecidas 20 vagas no período da manhã e 20 à tarde. Com a reabertura no Jardim Vitória, serão disponibilizadas 50 vagas pela manhã e outras 50 à tarde. “As famílias interessadas devem procurar diretamente a unidade localizada na Escola Espírita Irmão Praeiro, no bairro Jardim Vitória, levando os documentos necessários para realizar a matrícula”, afirmou Ivete Carneiro.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

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A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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