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União Europeia Reafirma Compromisso de Reação Contra Aumentos Tarifários dos EUA

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A Comissão Europeia reiterou, nesta sexta-feira, que não considera justificada a política comercial “recíproca” proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em resposta aos possíveis aumentos tarifários resultantes dessa política, a União Europeia se compromete a reagir de forma “firme e imediata”.

Em comunicado oficial, a Comissão, responsável pela coordenação da política comercial da União Europeia, composta por 27 países, afirmou que a proposta de Trump representa um retrocesso nas relações comerciais internacionais. “A União Europeia aplica algumas das tarifas mais baixas do mundo e não vê razão para os aumentos nas tarifas sobre as suas exportações para os Estados Unidos”, declarou o órgão.

De acordo com o executivo da União Europeia, a tarifa média aplicada sobre as importações na região está entre as mais baixas globalmente, com mais de 70% das importações entrando no mercado europeu sem tarifas.

Na quinta-feira, a Casa Branca divulgou um informe destacando a diferença nas tarifas aplicadas pela UE sobre importações de automóveis (10%) em comparação com a taxa de 2,5% dos Estados Unidos, além das restrições impostas pela União Europeia às importações de mariscos norte-americanos.

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“A União Europeia reagirá com firmeza e imediatamente contra barreiras injustificadas ao comércio livre e justo, incluindo o uso de tarifas para desafiar políticas legais e não discriminatórias”, acrescentou o comunicado.

Essas declarações refletem as palavras da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que, na terça-feira, prometeu “contramedidas firmes e proporcionais” em resposta à decisão de Trump de impor tarifas sobre todas as importações de aço e alumínio.

Embora os ministros da União Europeia responsáveis pelo comércio tenham adotado uma postura mais cautelosa na quarta-feira, priorizando negociações em vez de medidas retaliatórias, eles reconhecem que as tarifas de aço e alumínio dos Estados Unidos só começarão a ser aplicadas a partir de 12 de março. “Há uma janela para negociação”, afirmou Simon Harris, ministro das Relações Exteriores da Irlanda.

Embora a diretriz de Trump não tenha imposto tarifas adicionais, ela iniciou um processo de investigação que pode durar semanas ou meses, antes que uma resposta formal seja elaborada. Três diplomatas da União Europeia afirmaram que, embora o tempo disponível seja usado para negociar, a resposta será firme caso as tarifas dos EUA sejam efetivamente impostas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia no campo permite ao produtor reduzir impactos do clima e aumentar a previsibilidade da produção agrícola

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A agricultura brasileira vive um cenário de contrastes. Ao mesmo tempo em que registra recordes de produção e reforça sua importância econômica, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à irregularidade climática, custos elevados e à necessidade constante de ganho de produtividade.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o país atingiu uma safra histórica de 346,1 milhões de toneladas em 2025. No entanto, as projeções para 2026 indicam leve retração, influenciada principalmente por condições climáticas adversas e margens mais pressionadas no campo. O contexto reforça uma mudança estrutural no setor: o aumento da produção depende cada vez mais de eficiência, e não apenas de expansão de área.

Produção agrícola no Espírito Santo e Minas Gerais enfrenta desafios climáticos

Esse movimento já é perceptível em polos produtivos estratégicos do país. Na Região Serrana do Espírito Santo, culturas como hortifrúti e gengibre ganham relevância econômica, mas enfrentam desafios ligados à retenção de água no solo e à manutenção do vigor das plantas em períodos de estresse hídrico.

O gengibre, inclusive, se destaca como uma das culturas relevantes da agricultura capixaba, integrando uma cadeia produtiva em expansão no estado.

Já no Alto Paranaíba, em Minas Gerais, a cafeicultura segue como principal atividade. A produção nacional de café deve alcançar cerca de 66,2 milhões de sacas em 2026, um crescimento de 17,1%, impulsionado por condições climáticas mais favoráveis e pela adoção de tecnologias no campo. Ainda assim, o desempenho da cultura permanece altamente dependente da regularidade das chuvas e de um manejo eficiente ao longo do ciclo produtivo.

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Tecnologias agrícolas ampliam eficiência no uso da água e no desenvolvimento das plantas

Diante desse cenário, tecnologias voltadas à gestão hídrica e ao desenvolvimento fisiológico das plantas têm ganhado espaço no campo. Soluções como géis agrícolas e compostos naturais vêm sendo utilizadas para melhorar a disponibilidade de água no solo, reduzir perdas e aumentar o aproveitamento de insumos.

Na prática, produtos como o HyB Plus atuam na retenção e liberação gradual de água na zona radicular, favorecendo o desenvolvimento inicial das culturas e reduzindo os impactos de períodos de estiagem. Já soluções aplicadas à irrigação, como a linha HB 10, têm como foco aumentar a eficiência da água aplicada, reduzindo perdas por percolação e melhorando sua distribuição no solo.

Além disso, produtos naturais como Hapan e Valko atuam no estímulo fisiológico das plantas, contribuindo para maior equilíbrio e melhor resposta produtiva ao longo do ciclo.

Tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser estratégia de produção

Segundo o gerente comercial da Hydroplan-EB, Francisco Carvalho, empresa referência na aplicação de gel na agricultura e no uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, o avanço dessas tecnologias reflete uma mudança na forma como o produtor rural gerencia a lavoura.

“O produtor rural hoje precisa produzir mais com menos margem para erro. A tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser parte da estratégia. Quando falamos de água e desenvolvimento de planta, estamos falando diretamente de produtividade e previsibilidade de resultado”, afirma.

Agricultura mais técnica busca estabilidade e eficiência produtiva

No campo, essa transformação já é perceptível. O foco do produtor deixa de estar apenas no volume produzido e passa a incluir fatores como estabilidade de resultados, qualidade da produção e melhor uso dos recursos disponíveis.

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Em um ambiente cada vez mais técnico e exigente, a capacidade de adaptar o manejo às condições climáticas e do solo pode ser determinante não apenas para o aumento da produtividade, mas também para a viabilidade econômica da atividade.

A tendência indica que essa mudança não é pontual, mas estrutural, consolidando um novo modelo de gestão agrícola baseado em eficiência e previsibilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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