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Últimos Dias para Inscrições no Programa de Estágio da Atvos

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O prazo para inscrições no Programa de Estágio Corporativo da Atvos, uma das principais produtoras de biocombustíveis do Brasil, encerra-se na próxima segunda-feira, 27 de maio. Em parceria com a Cia de Talentos, a iniciativa visa selecionar 40 universitários para vagas em diversas áreas nos escritórios de São Paulo e Campinas.

Oportunidade para Jovens Talentos

A Atvos busca jovens com energia e disposição para aprender e enfrentar desafios, interessados em contribuir para um futuro mais sustentável. Cristiana Gomes, vice-presidente de Gente & Gestão, ressalta que a empresa é dinâmica e inovadora, comprometida com a diversidade e o desenvolvimento de carreira de seus colaboradores e da comunidade. “Queremos pessoas criativas que tragam novas ideias, absorvam conhecimentos práticos e colaborem em projetos multidisciplinares de grande impacto. Os selecionados terão a oportunidade de atuar com um time de alta performance e ajudar a construir um futuro melhor para o planeta”, afirma Cristiana.

Requisitos e Processo Seletivo

Para participar, os candidatos devem estar cursando ensino superior em áreas como Administração, Comunicação, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Engenharias, Estatística, Finanças, Logística, Psicologia, Relações Internacionais, entre outras correlatas ao negócio da Atvos. A previsão de formatura deve ser para dezembro de 2025 ou julho de 2026. Os estagiários deverão ter disponibilidade para atuar 30 horas por semana em modelo híbrido, com três dias presenciais, em São Paulo ou Campinas. Além disso, é necessário possuir inglês intermediário, e conhecimentos em Excel são considerados um diferencial competitivo. A previsão é que os novos estagiários comecem em agosto de 2024.

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Trilha de Aprendizado Acelerada

O programa, desenvolvido em parceria com a Cia de Talentos, oferecerá uma trilha de aprendizagem acelerada com imersão em todas as áreas de negócio. Os novos talentos participarão de conversas sobre negócios com os principais executivos da empresa, incluindo o CEO Bruno Serapião, além de mentorias e bate-papos regulares sobre carreira com a área de Gente & Gestão.

Inscrições e Benefícios

As inscrições devem ser feitas até segunda-feira, 27 de maio, através do link fornecido pela empresa. O processo seletivo inclui duas etapas virtuais com dinâmicas e entrevistas. Além de remuneração competitiva, o programa oferece benefícios como bolsa auxílio compatível com o mercado, assistência médica e odontológica, alimentação e transporte, seguro de vida, Gympass, convênio com farmácia e parcerias de desconto.

Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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