AGRONEGÓCIO

Uberlândia é destaque em estudo nacional sobre estradas vicinais

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Uberlândia, um dos principais polos do agronegócio de Minas Gerais e do Brasil, tem papel essencial na produção e distribuição de alimentos. Com uma malha de mais de 2 mil quilômetros de estradas vicinais, a cidade é um dos eixos centrais para o escoamento da produção agropecuária do Triângulo Mineiro. No entanto, a manutenção dessas vias é fundamental para garantir a eficiência do transporte de grãos, pecuária de corte, leite e hortifrúti, produtos essenciais para a economia local e nacional.

Diante desse cenário, um estudo conduzido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-Log/USP), apontou Uberlândia como uma das oito regiões prioritárias para um diagnóstico detalhado das estradas vicinais no país. A cidade foi a única selecionada na região Sudeste, reforçando sua importância estratégica.

Diagnóstico e levantamento de dados

Para a realização do estudo, especialistas da Esalq-Log participaram de reuniões com produtores rurais, transportadoras, sindicatos e representantes de secretarias de Agricultura da região. O levantamento foi organizado pelo Sistema Faemg Senar e pelo Sindicato Rural de Uberlândia.

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“Na primeira etapa deste estudo, foi criado o Índice de Priorização de Estradas Vicinais (IPEV), que considerou diversas variáveis, como produção agropecuária, volume de chuvas, qualidade das estradas e empregos rurais. Agora, os especialistas ouviram os principais usuários dessas vias e aplicaram um formulário para avaliar gargalos e propor soluções”, explicou Ricardo Tuller, gerente regional do Sistema Faemg Senar. Em Uberlândia, mais de 30 formulários foram preenchidos.

Infraestrutura e competitividade

O levantamento de informações nas oito regiões selecionadas fornecerá dados essenciais para embasar políticas públicas que visam aprimorar a infraestrutura viária, garantindo maior eficiência no transporte agropecuário.

Para Thiago Fonseca, presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, a escolha do município reforça sua relevância econômica e a necessidade de investimentos estruturais. “Este estudo é fundamental para elaborarmos um plano de melhorias para as estradas vicinais”, afirmou.

Além de sua forte vocação agropecuária, Uberlândia se destaca como um polo tecnológico do setor, abrigando grandes empresas e centros de pesquisa que impulsionam a inovação no campo. Sua localização estratégica e elevada densidade produtiva reforçam a necessidade de um sistema logístico eficiente, garantindo sua competitividade no agronegócio.

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“A partir dos dados levantados, espera-se que governos e entidades do setor direcionem investimentos para modernizar a infraestrutura logística da região, fortalecendo a posição de Uberlândia como um dos principais polos produtivos do Brasil”, destacou Tuller.

Além de Uberlândia, as demais regiões selecionadas para o estudo foram Imperatriz (MA), Guamá (PA), Itumbiara (GO), Porto Seguro (BA), Dourados (MS), Guarapuava (PR) e Parecis (MT).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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