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Turismo Rural se Consolida como Opção no Carnaval Mineiro

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Com a chegada do Carnaval, cresce a procura por experiências mais tranquilas e integradas à natureza, distantes da agitação dos grandes centros urbanos. O turismo rural tem se consolidado como uma alternativa atrativa, proporcionando imersão na cultura local e no cotidiano do campo.

Em Minas Gerais, o setor vem sendo impulsionado por iniciativas de qualificação profissional, como o Programa de Agente de Turismo Rural, promovido pelo Sistema Faemg Senar. A iniciativa visa a criação de roteiros que destacam cultura, gastronomia e tradições regionais, fomentando o turismo como alternativa socioeconômica sustentável.

“A capacitação no turismo rural fortalece a economia local, gera empregos e valoriza a cultura do campo. No Carnaval, essa modalidade se sobressai como opção para quem busca tranquilidade e autenticidade, proporcionando experiências enriquecedoras aos visitantes e benefícios às comunidades”, afirma Marília Saraiva, analista técnica de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar. Apenas em 2024, cerca de 800 pessoas foram capacitadas em cursos de turismo rural pela entidade.

Roteiros em Destaque

Entre os diversos roteiros criados pelo programa, no Sul de Minas, o município de Pratápolis se destaca com o roteiro “Caminho das Frutas”, que inclui visitas a parreirais e fazendas para degustação de uvas, maracujás e produtos artesanais. Outra opção é o percurso “Sabores de Pratápolis”, que combina natureza e gastronomia típica da região.

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Em Poços de Caldas, o roteiro “Caldas Milagrosas” proporciona visitas a uma fábrica de farinha de milho, ao balneário de águas sulfurosas e a belas cachoeiras, além de experiências gastronômicas e artesanais. O passeio “Sabores e Saberes” inclui degustação de vinhos em parreirais, visita ao Pico do Gavião – um dos melhores locais para voo livre – e imersão na cultura da produção de azeite em olivais da região.

Na Zona da Mata, Juiz de Fora e Belmiro Braga contam com a “Rota dos Sentidos”, que permite aos visitantes conhecer a produção de queijos artesanais e explorar os segredos das abelhas em um meliponário, com direito à degustação de mel fresco e experiências com óleos essenciais.

“A minha fonte de renda hoje vem do turismo rural. Há cerca de dois anos, criamos a Rota dos Sentidos após a capacitação no Programa Agente de Turismo Rural do Senar Minas, e atualmente recebemos aproximadamente 300 pessoas por fim de semana. Para este Carnaval, estamos preparados para acolher cerca de 2.500 turistas ao longo dos quatro dias”, relatou Alex Ferreira, agente de turismo rural de Juiz de Fora.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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