AGRONEGÓCIO

Turismo rural ganha força no Campo das Vertentes com apoio da Emater-MG

Publicado em

A região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais, já reconhecida por seus atrativos culturais e cidades históricas, tem ampliado sua vocação turística com o fortalecimento do turismo rural. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo do Estado e os circuitos turísticos locais, tem orientado agricultores familiares a identificar o potencial turístico de suas propriedades.

Para a Emater-MG, o turismo rural representa uma oportunidade promissora de diversificação da atividade produtiva e de fortalecimento da economia local. “Trata-se de uma alternativa crescente para impulsionar o meio rural”, destaca Odair José Gerônimo, gerente regional da Emater-MG em São João del-Rei.

Embora ainda em fase inicial na região, a atividade já conta com o apoio estruturado da Emater-MG, que atua em parceria com os municípios no desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao setor. Atualmente, a empresa presta assistência a 56 produtores rurais que oferecem experiências turísticas em suas propriedades. A atuação da Emater inclui a promoção de feiras e eventos, estímulo ao associativismo, apoio à agroindústria, facilitação do acesso ao crédito rural e orientação na criação de projetos turísticos.

Em conjunto com os circuitos turísticos, a Emater-MG colabora na elaboração de roteiros personalizados, promovendo experiências que valorizam a identidade cultural local. A empresa também mantém o catálogo Ruralidade Viva, atualizado anualmente, que reúne diversas experiências de turismo rural e funciona como uma vitrine estratégica para atrair visitantes e firmar parcerias comerciais. “O turista vem a Minas pelo nosso acolhimento, nossa mineiridade e nossas histórias. O catálogo divulga os produtores que têm muito a compartilhar”, afirma Thatiana Garcia, coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG.

Leia Também:  Sinal de alerta: dívida pública bruta do Brasil subiu para 76% do PIB em abril
Produtos e experiências turísticas que encantam

Entre os empreendimentos destacados está o Sítio Água do Pote, em Prados, onde o produtor Marciel Ramos, conhecido como Matuto, fabrica o “Queijo Matuto Artesanal”. Orgulhoso de suas raízes, Matuto valoriza a cultura do campo e oferece aos visitantes as experiências “Viola Matuta” e “Vem com Nóis Matutar”, que proporcionam conversas sobre a vida rural e a produção artesanal de queijos. Com o apoio da Emater-MG, ele otimizou sua produção e integrou sua propriedade ao catálogo Ruralidade Viva. “Receber pessoas de outros países ou de Prados tem o mesmo valor. O que fica é a razão da visita. Isso mostra que estamos fazendo algo diferenciado”, comenta.

Outro destaque é a Queijaria Tarôco, em São João del-Rei, onde os proprietários Eurico e Joelma Tarôco oferecem a experiência “Visitação à Queijaria”. Já na Fazenda Serrinha, em São Tiago, os produtores Fernando Botelho e Sheila Rangel promovem o “Tratour Gastronômico”, um roteiro que insere os visitantes no universo da produção de café. A região ainda abriga diversas iniciativas que combinam vivências no campo com a valorização das tradições locais.

Potencial de expansão e desafios

O turismo rural no Campo das Vertentes possui grande potencial de crescimento, impulsionado pela união de patrimônio cultural, produção agropecuária e belezas naturais. Iniciativas como eventos regionais e o suporte técnico da Emater-MG, com capacitação e estruturação de roteiros, vêm preparando a região para receber um número crescente de turistas.

Leia Também:  Exportadoras Brasileiras de Proteína Animal Marcam Presença na Maior Feira de Alimentos do México

Apesar do cenário favorável, os desafios são constantes. “As expectativas dos turistas estão sempre mudando, o que exige atualização contínua dos serviços”, observa Odair Gerônimo. Entre os principais entraves estão a necessidade de regularização sanitária e legalização das atividades, que demandam suporte técnico especializado para os pequenos produtores.

Um exemplo de superação desses obstáculos é a Fazenda Saudade, em Ibertioga, conduzida por Tereza Rodrigues e Mateus Brandão. Lá, os visitantes vivenciam o dia a dia rural com a produção de queijos, doces, passeios a cavalo e participação nas rotinas do curral. Mesmo enfrentando dificuldades relacionadas à localização remota, o casal busca oferecer uma experiência autêntica da vida no campo.

A coordenadora regional da Emater-MG, Elisabeth Duarte, destaca que o desenvolvimento do setor exige atenção às demandas de produtores e visitantes. As ações da Emater-MG incluem a capacitação dos agricultores para criação de experiências inovadoras, regularização das propriedades, conexão com o mercado turístico e incentivo a práticas sustentáveis que garantam a preservação ambiental e a longevidade da atividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

Published

on

A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Leia Também:  Sinal de alerta: dívida pública bruta do Brasil subiu para 76% do PIB em abril

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

Leia Também:  Região do Cerrado Mineiro lança mais um café exclusivo na Semana Internacional do Café 2023

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA