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Trump x China pode reposicionar o Brasil no comércio global de grãos

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A escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China ganhou novos capítulos nesta sexta-feira (10.10) e volta a redesenhar o tabuleiro do comércio agrícola mundial, com potencial de impacto direto sobre o Brasil.

O governo chinês anunciou que passará a cobrar taxas portuárias especiais sobre navios e empresas norte-americanas a partir do dia 14, em resposta ao tarifaço de 100% sobre produtos chineses anunciado por Donald Trump, que também prometeu impor controles de exportação sobre “todo e qualquer software crítico” a partir de 1º de novembro.

Em tom beligerante, o republicano justificou as medidas dizendo que Pequim “assumiu uma posição extraordinariamente agressiva” ao sinalizar restrições de exportação em larga escala, incluindo o controle sobre elementos de terras raras, que são minerais estratégicos usados nas indústrias de tecnologia e defesa. Segundo Trump, trata-se de “um plano elaborado há anos pela China” e “uma vergonha moral” no comércio internacional.

A retaliação chinesa levou o mercado financeiro e de commodities a reagirem de imediato. Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago caíram 1,52% no vencimento de novembro, negociados a US$ 10,06 por bushel, enquanto o contrato de janeiro recuou 1,47%, a US$ 10,23.

O milho também recuou, acompanhando a queda do petróleo — o que reduz a competitividade do etanol de milho nos EUA. Já o trigo, pressionado por uma safra global recorde e grandes colheitas esperadas na Argentina e na Austrália, renovou mínimas de quase dois meses.

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Ao anunciar o novo pacote de medidas, Trump afasta qualquer expectativa de reaproximação com Pequim e interrompe o diálogo que vinha sendo conduzido por diplomatas de ambos os países. Um encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping, previsto para ocorrer nas próximas semanas na Coreia do Sul, foi cancelado após as declarações públicas.

Do ponto de vista brasileiro, o movimento pode abrir oportunidades no curto prazo, mas também acende sinais de alerta. A China, principal compradora da soja nacional, tende a aumentar sua dependência de fornecedores alternativos, como Brasil e Argentina, para compensar a elevação dos custos de importação dos EUA. O histórico mostra que em crises semelhantes o Brasil chegou a exportar volumes recordes para o mercado chinês, aproveitando o vácuo deixado pelos produtores americanos.

Entretanto, analistas alertam que a guerra comercial também pode pressionar os preços internacionais, como já se viu nesta sexta-feira. A queda nas cotações em Chicago reduz a rentabilidade das exportações e pode afetar as margens do produtor brasileiro, especialmente no início da safra 2025/26. Além disso, o Brasil passa a operar em um cenário de maior volatilidade cambial e geopolítica, no qual as vantagens de curto prazo podem se diluir diante da instabilidade global.

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O novo embate entre as duas maiores economias do planeta ocorre em um momento de fragilidade no comércio internacional. Com a desaceleração do crescimento global e o aumento da incerteza sobre políticas industriais e climáticas, o “tarifaço” de 100% tende a gerar uma reorganização de fluxos logísticos e estratégicos. A China pode buscar ampliar parcerias com países emergentes, especialmente do BRICS, enquanto os Estados Unidos reforçam sua estratégia de segurança econômica e controle tecnológico.

Para o Brasil, o desafio será converter a vantagem comercial momentânea em posicionamento estratégico de longo prazo. Num cenário em que a geopolítica volta a influenciar preços e cadeias produtivas, o país precisa equilibrar a relação com os dois gigantes: aproveitar o espaço no mercado chinês sem comprometer as relações com os EUA, e manter competitividade num ambiente cada vez mais dominado por tarifas, subsídios e disputas regulatórias.

Em meio à turbulência, o agro brasileiro volta a ocupar o centro das atenções globais, desta vez, não apenas como fornecedor de soja, milho e carne, mas como fator de equilíbrio em uma guerra comercial que pode redefinir o comércio mundial nos próximos meses.

Fonte: Pensar Agro

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Serviços de urgência e emergência da Saúde funcionam normalmente durante flexibilização do expediente

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que os serviços de urgência e emergência da rede municipal funcionarão normalmente, garantindo assistência à população durante a flexibilização do expediente nos setores ambulatoriais e administrativos em razão da partida entre Brasil e Haiti, válida pelo Grupo C da Copa do Mundo, nesta sexta-feira (19).

A medida segue determinação do prefeito Abilio Brunini, que definiu o encerramento do expediente dos órgãos municipais às 16h. Segundo o prefeito, a decisão busca minimizar os impactos no trânsito da capital, especialmente em um período marcado por diversas obras de infraestrutura em andamento.

Mesmo com a alteração no horário de funcionamento de parte da rede municipal, a população continuará contando com atendimento ininterrupto nas unidades de pronto atendimento e hospitais do município. Permanecerão abertos 24 horas a UPA Pascoal Ramos, a UPA Morada do Ouro, a UPA Leblon, a UPA Verdão, a Policlínica do Pedra 90, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o Hospital Municipal São Benedito, o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, o Centro Médico Infantil (CMI) e as seis Residências Terapêuticas mantidas pelo município.

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A orientação é que os moradores que necessitarem de atendimento de urgência e emergência procurem normalmente uma das unidades da rede municipal, que seguirão operando sem qualquer alteração e com equipes completas para acolher a população.

Flexibilização do Horário

Já os serviços ambulatoriais e administrativos terão expediente encerrado às 16h. A medida abrange as Unidades de Saúde da Família (USFs), os Centros de Especialidades Médicas (CEMs), os Serviços de Atenção Especializada (SAE), os Centros Especializados em Reabilitação (CER), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Descentralizadas de Reabilitação (UDR), o Laboratório Central de Cuiabá (LACEC), a Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS), além dos setores de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Zoonoses, CEREST, CIEVS, Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), CDMIC Cuiabá, Ouvidoria da SMS, Complexo Regulador e áreas administrativas da Secretaria Municipal de Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a assistência à população estará assegurada durante todo o período, especialmente por meio das unidades de urgência e emergência, que permanecem como referência para casos que demandem atendimento imediato.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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