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Trouw Nutrition alerta para importância do armazenamento correto de grãos na nutrição animal

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O armazenamento de grãos, etapa muitas vezes negligenciada na cadeia de nutrição animal, é determinante para a qualidade da ração e o desempenho produtivo no campo. O alerta é do zootecnista Daniel Miranda, gerente Técnico Global de Micotoxinas da Trouw Nutrition, que enfatiza a necessidade de práticas corretas de estocagem, como aeração adequada, monitoramento constante de temperatura e umidade, e manejo criterioso dos silos.

“A qualidade da ração começa no armazém. Não adianta investir em formulações balanceadas se os ingredientes chegam comprometidos pela má estocagem. O armazenamento precisa ser tratado como uma etapa estratégica, e não secundária”, afirmou Miranda.

Riscos de micotoxinas e deterioração nutricional

Falhas na armazenagem podem comprometer a integridade das matérias-primas, facilitando a proliferação de fungos e a produção de micotoxinas, substâncias tóxicas que afetam a saúde dos animais e impactam a produtividade e a rentabilidade do produtor.

“O silo não é apenas um depósito, mas um ambiente vivo, sujeito à migração de umidade, variações térmicas e atividade microbiológica. Se não forem controlados, esses fatores causam oxidação, perdas nutricionais e formação de compostos tóxicos”, explicou Miranda, destacando as chamadas “perdas invisíveis”, deteriorações imperceptíveis a olho nu, mas que reduzem significativamente o valor nutricional dos grãos.

Mudança de paradigma na cadeia produtiva

O especialista defende uma mudança de mentalidade em toda a cadeia de produção de rações. Segundo ele, tratar a armazenagem como etapa estratégica é essencial para:

  • Manter a integridade dos grãos e subprodutos;
  • Reduzir desperdícios e perdas econômicas;
  • Garantir a segurança e a eficiência nutricional das rações.
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Debate técnico em Campinas reforça o tema

O tema foi abordado na palestra “Do armazém à nutrição: O elo negligenciado na qualidade das rações”, realizada em Campinas (SP), onde Daniel Miranda apresentou dados científicos e observações de campo que comprovam os impactos econômicos e zootécnicos das perdas de ingredientes durante o armazenamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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