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Três novas cidades se juntam à região produtora de Queijo Minas Artesanal do Campo das Vertentes

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A tradicional produção de Queijo Minas Artesanal (QMA) do Campo das Vertentes ganhou um reforço significativo com a inclusão de três novos municípios na região produtora. A cerimônia de assinatura da Portaria 2310 do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que oficializou a adesão de Ibertioga, Barbacena e Entre Rios de Minas, ocorreu na Fazenda Maracujá, em Barbacena, na sexta-feira, 19.

Durante o evento, Renato Laguardia, vice-presidente de finanças do Sistema Faemg Senar, expressou a satisfação com a conquista. Ele destacou que a inclusão era um desejo antigo da região, agora concretizado. “Essa é uma luta que também era do Sindicato Rural de Barbacena. Ver esse sonho realizado hoje é motivo de grande felicidade”, afirmou Renato.

Com a inclusão dos novos municípios, a região produtora de QMA do Campo das Vertentes passa a abranger as seguintes cidades: Barbacena, Barroso, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Carrancas, Entre Rios de Minas, Ibertioga, Lagoa Dourada, Madre de Deus de Minas, Nazareno, Prados, Piedade do Rio Grande, Resende Costa, Ritápolis, Santa Cruz de Minas, São João Del Rei, São Tiago e Tiradentes.

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A inclusão foi solicitada pela Associação dos Produtores de Queijos Artesanais de Minas do Campo das Vertentes (AQMAV). A presidente da AQMAV, Teresa Boari, lembrou que o processo foi longo e repleto de desafios. “Temos características únicas na produção do queijo, como a forma de prensa e de salga, e uma tradição que é reconhecida como patrimônio imaterial pelo IPHAN”, destacou Teresa.

Curiosamente, a cidade de Barbacena, atravessada pelo histórico rio das Mortes, não fazia parte da região produtora reconhecida. Agora, essa situação foi corrigida. “Solicitamos a inclusão para garantir o nosso direito. Hoje celebramos a inserção dessas três cidades, que passam a fazer parte da história deste produto que é uma parte da nossa identidade”, destacou Arthur Patrus, produtor de queijo e organizador da cerimônia.

A Portaria 2310 foi anunciada na ExpoQueijos Araxá, no mês passado, e assinada oficialmente no dia 27 de junho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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