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Tratamento nutricional de sementes é essencial para assegurar produtividade das lavouras em meio ao El Niño

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Com as instabilidades climáticas provocadas pelo fenômeno El Niño, os produtores precisam ficar atentos ao desempenho de suas lavouras a fim de assegurar alta produtividade, rentabilidade e segurança alimentar. Para especialistas, um dos fatores determinantes para promover bons resultados no campo é o tratamento nutricional de sementes.

De acordo com Hugo Rosa, Gerente de Produtos na BRANDT Brasil – empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal e tecnologia da aplicação – , é essencial otimizar o potencial das culturas. “O milho, por exemplo, se destaca tanto em termos de produção quanto em área cultivada e um dos fatores determinantes para atingir o teto produtivo é o tratamento de sementes com nutrientes específicos”, diz o especialista, que comenta que “esse processo não apenas influencia o desenvolvimento inicial da planta, mas também estabelece as bases para um ciclo de cultivo produtivo e rentável e oferece resistência frente a adversidades climáticas e outras situações de estresse no campo”.

Rosa explica que ao longo dos anos, foram desenvolvidas diversas tecnologias para ajudar o produtor a atingir bons resultados em suas lavouras por meio do tratamento de sementes. “Há soluções modernas e completamente eficazes, que são capazes de desencadear respostas metabólicas que impactam positivamente no desenvolvimento aéreo e radicular, além da síntese de proteínas e na eficiência fotossintética das plantas”, reforça.

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“Na BRANDT do Brasil, por exemplo, desenvolvemos o BRANDT Genesis, um produto com zinco, molibdênio, compostos naturais e aminoácidos. O zinco exerce funções fundamentais nas plantas, especialmente como ativador enzimático, sendo essencial para a síntese do aminoácido triptofano, um precursor da biossíntese de auxina, importante hormônio vegetal envolvido no processo de divisão e expansão celular. O molibdênio desempenha função vital na fisiologia vegetal, atuando na nitrato redutase, melhorando a absorção de N pelas plantas e participando de outros processos relevantes como melhorias no potencial fisiológico das sementes, favorecendo o melhor estabelecimento inicial da cultura”, detalha Rosa.

Rosa destaca ainda que como resultado da ação do produto, durante o processo de germinação da semente, há um estímulo do metabolismo fisiológico, o que impacta em maior crescimento e fortalecimento das defesas naturais da planta. “Com essa visão holística no desenvolvimento de produtos, a BRANDT visa não apenas atender às necessidades nutricionais imediatas da planta, mas também promover uma melhoria contínua em seu desempenho ao longo do ciclo de vida da cultura, contribuindo com bons resultados na lavoura mesmo em situações de estresse climático como o El Niño”, finaliza.

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Fonte: BRANDT

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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