AGRONEGÓCIO

Touros do TDEA do PNAT 2024 já estão na fazenda escola da Fazu, em Uberaba

Publicado em

Todos os touros que participarão do Teste de Desempenho e Eficiência Alimentar (TDEA) do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT) 2024 chegaram à Fazenda Escola da Fazu, em Uberaba, Minas Gerais. O prazo para admissão dos animais foi encerrado nesta semana, dando início às primeiras avaliações e procedimentos sanitários.

De acordo com Juliana Paschoal, coordenadora de projetos da Fazu, a primeira etapa após a chegada dos touros envolve protocolos sanitários rigorosos para garantir a saúde dos animais. “Precisamos estabelecer um protocolo para assegurar a saúde dos touros, que inclui vacinas contra clostridiose e doenças respiratórias, além de uma pesagem para iniciar a avaliação”, explica.

Antes de iniciar o teste oficial, os touros passaram por exames de ultrassonografia de carcaça, como parte do processo de avaliação. “Medimos a área de olho de lombo, que está relacionada à musculosidade e ao rendimento na desossa, além da espessura de gordura subcutânea, que indica precocidade e é importante para o abate”, detalha o professor Saulo da Luz Silva, da Universidade de São Paulo (USP).

Leia Também:  KWS Sementes fecha o ano formando especialistas em sementes

Os animais também foram avaliados por técnicos da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) no sistema EPMURAS, que atribui pontuações baseadas em características físicas e morfológicas. “Para os touros serem aceitos na fazenda, eles devem ter obtido uma classificação de ‘Muito Bom’ ou ‘Excelente’ no EPMURAS e, ao chegar aqui, precisam alcançar pelo menos ‘Bom'”, esclarece Lauro Fraga, técnico de campo da ABCZ.

Com a conclusão do processo de admissão, os animais agora entram em um período de adaptação de 21 dias. Após essa fase, começa o teste oficial, que dura várias semanas, durante as quais os touros são avaliados em desempenho, ganho de peso e eficiência alimentar. Carlos Henrique Cavallari Machado, Superintendente Técnico Adjunto de Fomento do Leite da ABCZ, ressalta que, no final do teste, além da pesagem final, são feitas avaliações adicionais, incluindo a qualidade do sêmen, ultrassonografia e exames de andrologia.

O TDEA do PNAT 2024 é uma parte crucial do programa de avaliação de touros jovens, que busca identificar os melhores animais para reprodução e melhorar a qualidade do rebanho brasileiro. Os resultados deste teste terão um impacto significativo na indústria pecuária do país.

Leia Também:  Escola de Governo promove curso sobre o Estado e a Administração Pública

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Brasil se consolida como maior exportador mundial de algodão

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Escola de Governo promove curso sobre o Estado e a Administração Pública

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA